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Comunicado do Copom sem surpresas será "não evento" para curva de juros, dizem analistas

30 jul 2025 - 19h54
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O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na noite desta quarta-feira ficou dentro do esperado pelo mercado e será um "não evento" para a curva de juros brasileira na quinta-feira, afirmaram analistas ouvidos pela Reuters.

Sede do Banco Central, em Brasília
14/02/2023
REUTERS/Adriano Machado
Sede do Banco Central, em Brasília 14/02/2023 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

O Banco Central manteve a taxa básica Selic em 15% ao ano, como amplamente esperado, e sinalizou a intenção de seguir com o juro básico neste patamar no encontro de setembro do colegiado, "para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado".

Ao mesmo tempo, o BC repetiu que "seguirá vigilante" em relação à inflação, podendo "retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado".

Na avaliação do economista-chefe da Reag Investimentos, Marcelo Fonseca, o Copom reforçou no comunicado que não planeja cortar juros no curto prazo.

"O Copom ainda pode começar a cortar em dezembro, mas não é hoje o plano. Até acho que ele vai começar a cortar em dezembro, mas hoje ele quer dirimir qualquer expectativa de corte de juros no curto prazo", afirmou Fonseca.

"Então, acho que o comunicado do Copom é um 'não evento' para a curva na quinta-feira. Ninguém esperava de fato uma virada mais dovish (branda com a inflação) do Copom tão cedo, e este comunicado foi bastante antecipado pelo mercado", acrescentou o economista.

Na sessão de quarta-feira, as taxas dos DIs fecharam em alta, mas o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior e as notícias sobre a tarifa de 50% dos EUA sobre os produtos brasileiros, com centenas de exceções, foram os fatores que fizeram preço.

"Não tem por que mudar a precificação na curva nesta quinta-feira em função do Copom", reforçou o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano, também qualificando o comunicado do colegiado como um "não evento" para a curva de juros.

"O comunicado não traz nada novo, a mensagem é a mesma, indicando pelo menos quatro meses de Selic estável. Em dezembro, o BC até pode iniciar o ciclo de cortes, mas isso pode caminhar mais para o primeiro trimestre de 2026."

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