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Como está a discussão sobre o fim da escala 6x1?

Proposta constitucional extingue jornada de folga única e passa pelas sessões finais de discussão antes da deliberação no plenário

13 out 2026 - 11h19
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Resumo
O Senado discute a PEC 221/2019, que propõe extinguir a escala 6x1, reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial e implementar dois dias de descanso semanal, com votação final prevista ainda para outubro.
Votação da PEC que acaba com escala 6x1 em comissão especial da Câmara dos Deputados
Votação da PEC que acaba com escala 6x1 em comissão especial da Câmara dos Deputados
Foto: Wilton Júnior/Estadão / Estadão

O plenário do Senado Federal inicia as discussões finais para votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que extingue a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho no país de 44 para 40 horas semanais. O texto veda expressamente qualquer corte na remuneração dos trabalhadores decorrente da mudança.

O presidente da Casa legislativa, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou a votação em primeiro turno para esta quarta-feira, 14. Os senadores cumprem mais duas etapas regimentais de debate no plenário, agendadas para esta terça-feira, 13, e para o momento prévio à deliberação.

O que é preciso para a aprovação do fim da escala 6x1?

Para garantir a aprovação, o texto precisa do apoio de ao menos 49 dos 81 integrantes da Casa em votação de primeiro e segundo turno.

Como a PEC já passou pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça, a confirmação sem alterações encaminha a emenda para promulgação direta pelas Mesas Diretoras do Congresso Nacional, sem necessidade de sanção do Executivo.

O rito determina que a análise em plenário exige intervalo de três sessões deliberativas entre as duas fases de votação. Esse espaçamento previsto no regulamento interno permite a conclusão de todo o trâmite legislativo ainda durante o mês de outubro.

Como funciona o modelo de transição previsto?

A implementação da nova carga horária ocorre de forma escalonada ao longo do período de adaptação estabelecido pelos parlamentares. A jornada semanal máxima cai para 42 horas após 60 dias da promulgação, enquanto a etapa complementar entra em vigor após um ano adicional.

A medida assegura dois dias de repouso remunerado por semana, preferencialmente aos domingos, com duração mínima de 24 horas consecutivas em cada intervalo. Convenções e acordos coletivos podem estabelecer modelos de compensação e manter regimes específicos de funcionamento contínuo, a exemplo das escalas de 12 horas de expediente por 36 de descanso.

Quais são os impactos e as posições em debate?

No Brasil de hoje, cerca de 14 milhões de cidadãos trabalham sob a rotina de descanso semanal único. A redução da carga conta com a aprovação de 69% dos eleitores em levantamento da Quaest divulgado em julho.

A PEC é defendida pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inacio Lula da Silva (PT). Já o senador e também candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) defende um modelo com flexibilização individual de horários e pagamento correspondente.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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