China deve manter taxas de empréstimo em julho pelo 14º mês consecutivo
A China deve manter as taxas de empréstimo de referência pelo 14º mês consecutivo em julho, segundo uma pesquisa da Reuters, apesar dos dados econômicos do segundo trimestre mais fracos do que o esperado terem destacado um crescimento desigual na segunda maior economia do mundo.
A taxa primária de empréstimos (LPR), normalmente cobrada dos clientes com maior capacidade de crédito, é calculada mensalmente após 20 bancos comerciais designados apresentarem as taxas propostas ao Banco do Povo da China.
Em uma pesquisa da Reuters com 23 participantes do mercado realizada nesta semana, todos os entrevistados previram que, na próxima revisão na segunda-feira, a LPR de um ano e a de cinco anos permanecerão estáveis em 3,00% e 3,50%, respectivamente.
A forte expectativa do mercado de que as taxas permaneçam estáveis surge em meio a uma divergência persistente em forma de "K" na economia em geral, onde o crescimento forte das exportações continua a liderar a recuperação enquanto a atividade doméstica permanece fraca.
A economia da China cresceu no ritmo mais lento em mais de três anos no segundo trimestre, ficando abaixo das previsões, com a fraqueza do consumo das famílias ofuscando o forte desempenho da indústria e das exportações e intensificando as preocupações com a sustentabilidade a longo prazo.
No entanto, operadores e analistas não consideram esse padrão de crescimento em duas velocidades suficiente para motivar um afrouxamento monetário.
"Em nossa opinião, os dados do PIB do segundo trimestre mais fracos do que o esperado aumentaram um pouco a probabilidade de um afrouxamento monetário adicional, embora cortes nas taxas e no compulsório este ano ainda não estejam em nossa projeção base", afirmou Xinquan Chen, economista especializado na China do Goldman Sachs, em uma nota.
"A implementação mais rápida das medidas fiscais existentes continua sendo a resposta mais provável, com o Banco do Povo da China mantendo ampla liquidez interbancária", acrescentou ele.
E muitos estão agora voltando sua atenção para a próxima reunião do Politburo, na qual se espera que as autoridades definam a agenda de política econômica para o segundo semestre do ano.
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