Cemig espera resultado "bastante expressivo" na comercializadora de energia em 2028
A Cemig está diminuindo a exposição de sua comercializadora de energia para os próximos dois anos e espera atingir um resultado "bastante expressivo" na unidade de negócios em 2028, afirmou o vice-presidente de comercialização, Sergio Lopes Cabral, nesta sexta-feira.
Em teleconferência sobre os resultados trimestrais da companhia, ele disse que a Cemig já esperava ter um desempenho mais desfavorável na comercialização neste ano, já que a empresa está tendo que comprar energia a preços mais elevados no mercado para fechar posições em seus contratos.
"A gente conseguiu fechar posição dentro de casa, trocando com a geração... Claro, a gente tem que ter um pouco mais de paciência e cautela para poder conseguir fechar essas posições no melhor momento, como a gente vem conseguindo. E 2028 já é esperado um resultado bastante expressivo", disse.
O vice-presidente financeiro, Leonardo Magalhães, complementou que a expectativa é de melhora do desempenho na comercialização já no segundo semestre deste ano, visto que a companhia conseguiu zerar sua exposição para 2026 com compras realizadas na primeira metade do ano.
Ainda na teleconferência, os executivos comentaram que a Cemig se considera preparada para enfrentar eventuais impactos do fenômeno climático El Niño nos seus negócios de distribuição, geração e transmissão de energia.
"Além desses investimentos, naturalmente, nós temos aí a capilaridade da estrutura no Estado como um todo para fazer frente a essa diversidade. Resumindo, nós não teremos nenhum impacto no nosso orçamento perante as condições do El Niño", disse o vice-presidente de distribuição, Ernando Antunes Braga.
Em relação à renovação das concessões de três usinas hidrelétricas que vencem entre 2026 e 2027, o vice-presidente financeiro avaliou que a Cemig está otimista, já contando com manifestação favorável da agência reguladora Aneel para as prorrogações contratuais. "Esse assunto agora está sendo discutido com o Ministério de Minas e Energia", afirmou.
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