Casas Bahia concentra R$ 3,64 bi em debêntures com vencimento em 2050, diz pesquisa
Dívidas no mercado de crédito privado chegam a R$ 4,8 bilhões, segundo levantamento da Vitrify, empresa de dados e inteligência para o mercado de capitais
O Grupo Casas Bahia, que pediu recuperação judicial no domingo, 16, tem R$ 4,8 bilhões em dívidas no mercado de crédito privado, segundo levantamento da Vitrify, empresa de dados e inteligência para o mercado de capitais. O valor está distribuído em oito instrumentos financeiros, mas 89,7% estão concentrados em seis séries de debêntures.
Quase metade das debêntures (46,7%) ficou inicialmente com os bancos responsáveis por coordenar as ofertas. Os fundos de investimento receberam 40,4% dos papéis e as pessoas jurídicas, 6,9%. No único Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) incluído no levantamento, todos os investidores registrados são fundos.
Porém, a maior parte dos vencimentos está distante. Duas séries de debêntures, que somam R$ 3,64 bilhões e representam 75,8% do saldo total, vencem apenas em novembro de 2050. O principal e a remuneração serão pagos de uma só vez no vencimento. Dos R$ 1,16 bilhão restantes, praticamente todo o valor vence até 2030.
O relatório mostra ainda que o saldo atual está 25,3% acima dos R$ 3,83 bilhões inicialmente integralizados nos papéis. A diferença decorre da atualização dos títulos pelos respectivos indexadores, descontados os valores já amortizados.
Os papéis também já eram negociados com desconto antes do pedido de recuperação judicial. Em 2026, foram registrados 31 negócios, que movimentaram R$ 361,1 milhões. Os preços variaram entre 21,74% e 100,07% do valor atualizado dos títulos, com mediana de 37%.
Os R$ 4,8 bilhões se referem aos oito instrumentos financeiros analisados pela Vitrify. O valor não corresponde ao total de R$ 17,3 bilhões em créditos sujeitos à recuperação judicial da Casas Bahia.
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