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Caminhoneiros: estado de greve continua, entidades apoiam MP e devem se reunir com Boulos

Decisão tomada na sede do Sindicam não encerrou o movimento, mas transferiu para a próxima semana uma nova avaliação sobre eventual paralisação

20 mar 2026 - 08h22
(atualizado às 09h13)
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Caminhoneiros deram prazo de sete dias ao governo federal, mas mantêm estado de greve.
Caminhoneiros deram prazo de sete dias ao governo federal, mas mantêm estado de greve.
Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo - 24/05/2018 / Estadão

Horas após a assembleia realizada em Santos, no litoral de São Paulo, na quinta-feira, 19, decidir não iniciar paralisação nacional e dar prazo de sete dias ao governo federal, entidades ligadas aos caminhoneiros divulgaram notas em apoio à Medida Provisória nº 1.343/2026 e afirmaram que o estado de greve está mantido até a conclusão das negociações sobre pontos da pauta da categoria ainda pendentes.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SPA), confirmou que receberá representantes dos caminhoneiros na semana que vem, em mais uma etapa das tratativas abertas após a publicação da medida.

A decisão tomada na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos, não encerrou o movimento, mas transferiu para a próxima semana uma nova avaliação sobre eventual paralisação.

"Está mantido o estado de greve", disse ao Estadão/Broadcast Agro José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB). Segundo ele, a maioria dos participantes da assembleia queria parar, mas aceitou aguardar mais sete dias. "Se em sete dias o governo não resolver a situação e não der um sinal positivo para as pautas, eles vão parar", afirmou.

Em nota divulgada na noite anterior, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) afirmou que a paralisação nacional está, "por enquanto, suspensa" e atribuiu a decisão à publicação da MP nº 1.343/2026.

O presidente da entidade, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, disse que os caminhoneiros agiram com "maturidade, responsabilidade e coerência" ao evitar a paralisação. A confederação informou ainda que continuará negociando com o governo outras pautas da categoria, que poderão ser apresentadas por meio de emendas à medida provisória.

Segundo o governo, com a MP, haverá 'ampliação da proteção aos caminhoneiros'
Segundo o governo, com a MP, haverá 'ampliação da proteção aos caminhoneiros'
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) também informou, em nota, que a greve geral está suspensa até nova reunião com o governo na semana que vem.

A entidade relacionou a decisão às medidas publicadas nos dias 12 e 19 de março sobre diesel, frete e fiscalização do piso mínimo. Segundo a associação, a suspensão do movimento está condicionada ao avanço das negociações e ao atendimento das reivindicações ainda pendentes.

O presidente do Sindicam, Luciano Santos de Carvalho, indicou durante a assembleia que a avaliação das lideranças foi a de manter a negociação aberta após a publicação da MP. "Para nós, o piso mínimo é dignidade e qualidade de vida para os caminhoneiros. Se subir o diesel, agora, com as regras dessa MP, o frete subirá também", afirmou.

Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a MP nº 1.343/2026 torna obrigatório o registro de todas as operações de transporte pelo Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), o que permitirá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) cruzar os valores pagos com o piso mínimo do frete rodoviário.

O texto prevê multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação para empresas que descumprirem a tabela. Em caso de reincidência, a empresa poderá ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso cautelarmente ou a autorização cancelada por até dois anos. O governo também publicou o Decreto nº 12.883/2026, com diretrizes para a definição do preço de referência do diesel.

Em Santa Catarina, onde caminhoneiros ligados à Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) tinham anunciado paralisação a partir do meio-dia de quinta-feira, o presidente da entidade, Sérgio Pereira, informou no fim da tarde a desmobilização do movimento. Antes disso, a Justiça Federal proibiu bloqueios nas BRs 101 e 470 e nos acessos ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes, com multa de R$ 10 mil por pessoa física e R$ 100 mil por pessoa jurídica em caso de descumprimento.

Estadão
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