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BRF, Ambev e Vale: veja empresas que são o oposto do Brasil

8 mar 2016 - 16h00
(atualizado às 16h00)
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BRF tem sido bem vista pelo seu empenho em otimizar as operações, melhorar a rentabilidade por meio da distribuição e racionalizar estoque
BRF tem sido bem vista pelo seu empenho em otimizar as operações, melhorar a rentabilidade por meio da distribuição e racionalizar estoque
Foto: Flickr/Tatsuo Yamashita / O Financista

Após a Moody’s rebaixar a nota de crédito do Brasil em fevereiro deste ano, o país está oficialmente em maus lençóis: não detém o grau de investimento – selo de bom pagador – de nenhuma das três principais agências de classificação de risco (Moody’s, Fitch e Standard and Poor’s).

O tom negativo sobre o país acaba refletindo nas avaliações das agências de risco sobre as empresas. Algumas companhias, porém, podem ser consideradas “pontos fora da curva”: a maioria das agências mantêm o grau de investimento de BRF, Ambev e Vale.

Dona das marcas Perdigão e Sadia, a BRF seria a melhor avaliada por ter “BBB” tanto de Fitch quanto de S&P, dois degraus acima do grau especulativo de ambas as agências. 

Presente em grande parte das carteiras recomendadas de corretoras em março, a BRF tem sido bem vista pelo seu empenho em otimizar as operações, melhorar a rentabilidade por meio da distribuição e racionalizar estoques.

“A BRF vem buscando uma aproximação maior com clientes para entender melhor suas demandas e investir em produtos de maior rentabilidade”, explicam os analistas da Geral Investimentos.

Diante da expectativa de que a Ambev entregue bons resultados, as projeções da equipe de análise da Planner são positivas para a gigante das bebidas, o que deve sustentar as boas avaliações da companhia. Enquanto a S&P mantém o rating da Ambev três degraus acima do grau especulativo (“BBB+”), a Moody´s mantém a nota a apenas um passo do buraco em “Baa3”.

O que faz os analistas da Planner acreditarem nessa boa performance? Em 2015, a companhia registrou bons resultados mesmo com o fraco desempenho do mercado de bebidas no país, que registrou quedas de 5,2% e 1,8% na venda de refrigerantes e cervejas, nesta ordem.

Até fevereiro, a Vale era a empresa melhor avaliada entre todas as listadas no Ibovespa. No mês passado, porém, a Moody’s decidiu cortar a nota da mineradora. O rating foi de Baa3 (último degrau dentro do grau de investimento) para Ba3. A perspectiva é negativa, ou seja, com previsão para novo rebaixamento.

Na ocasião, a agência de risco apontou que a decisão “reflete nossa expectativa de desempenho mais fraco nos próximos 12 meses em consequência do substancial declínio nos preços do minério de ferro e de metais base observado em 2015 e de nossa expectativa de que os preços não experimentarão uma recuperação significativa antes de 2017”.

A S&P mantém o rating da Vale um degrau acima do buraco (“BBB-”), enquanto a Fitch mantém a nota a dois passos do grau especulativo (“BBB”).

Que fase...

Na outra ponta, siderúrgicas estão entre as piores avaliadas pelas agências de risco. A queda da demanda doméstica e a baixa competitividade nos mercados internacionais determinam a maré ruim enfrentada pelo setor. As projeções indicam que as companhias do segmento não devem ter um respiro ao menos no curto prazo. A S&P, a Fitch e a Moody’s atribuem “B+”, “B-” e “Caa1” a CSN, enquanto avaliam a Usiminas com “CCC+”, “B-” e “Caa1”.

Para o analista de siderurgia da Tendências Consultoria Integrada, Felipe Beraldi, o setor vem sendo pressionado no cenário doméstico há alguns anos em função do excesso de oferta no mercado mundial. A crise econômica deteriorou ainda mais a situação.

Segundo Beraldi, “2016 deve ser um ano mais difícil e o setor deve continuar em deterioração, já que a demanda dos setores automotivo, de bens de capital e construção civil não deve se recuperar”.

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