Bolsonaro diz que votação da reforma da Previdência não pode levar o ano todo

8 mar 2019
11h36
atualizado às 11h57
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que a aprovação da reforma da Previdência no Congresso não pode levar um ano, ressaltando que é possível aprová-la no primeiro semestre.

Presidente Jair Bolsonaro
15/01/2019
REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Jair Bolsonaro 15/01/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

"Acredito que sim", disse Bolsonaro sobre a possibilidade de aprovação da reforma neste semestre. "Não pode levar um ano para aprovar uma reforma, né? Nós aqui vamos fazer de tudo para que ela não seja desidratada, mas respeitamos a autonomia do Parlamento se alguma mudança for feita", acrescentou.

Posteriormente, ao ser questionado sobre ela passar apenas na Câmara no primeiro semestre, o presidente também frisou que é possível aprová-la sim.

"Eu espero que sim, há o interesse de todos, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do Davi Alcolumbre (presidente do Senado) também, de muitos parlamentares. Sabemos que em algum aspecto é uma medida amarga, é uma resposta que temos que dar de uma política sem muita responsabilidade que foi feita ao longo dos últimos anos, tem que dar um freio de arrumação agora. Até os militares vão entrar na sua cota de sacrifício nessa reforma", disse.

Bolsonaro destacou que o governo está buscando fazer política de forma diferente, pois "a forma como vinha sendo feita não poderia dar certo".

"Estamos buscando os parlamentares. O Brasil é um país que se continuar sem reformas a tendência nossa é realmente chegar à beira do caos e não queremos isso", disse.

MILITARES

Em entrevista concedida após receber credenciais de seis embaixadores, Bolsonaro disse considerar "muito fácil" a tramitação da reforma do sistema previdenciário dos militares, que deverá ser encaminhada por projeto de lei.

"A nossa proposta não depende de Proposta de Emenda à Constituição, é muito fácil. Pode chegar lá em uma semana na Câmara e na outra no Senado e está solucionada a questão. Os militares vão participar também da reforma da Previdência, ninguém ficará fora dela", disse ele, que é capitão reformado.

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