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Bolsas da Europa caem, de olho em Itália, Brexit e notícias corporativas

22 out 2018
14h41
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As bolsas europeias chegaram a operar em território positivo, mas pioraram e fecharam em queda nesta segunda-feira, 22. A cautela com a questão do orçamento da Itália e as negociações da saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit, pesaram sobre o sentimento, com investidores reagindo também a balanços e a outras notícias do setor corporativo.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,42%, em 359,74 pontos.

Resultados trimestrais movimentaram as praças do continente. Ryanair, por exemplo, subiu 4,19% em Londres, após balanço que superou as expectativas. Outras empresas do setor aéreo também se beneficiaram do sinal positivo: EasyJet avançou 3,37% em Londres e Lufthansa ganhou 0,97%.

Além disso, outras notícias estiveram no radar. Os mercados acionários pioraram após o governo da Itália não falar em alterar a proposta de déficit orçamentário equivalente a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mas apenas que explicará sua posição à União Europeia. Como havia a possibilidade de que Roma cedesse um pouco para evitar mais tensões com o bloco, a postura foi vista com ressalvas por investidores. Por outro lado, depois do fechamento da sexta-feira o país teve o rating rebaixado pela Moody's de Baa2 para Baa3, mas o fato de que manteve o grau de investimento retirou um pouco de tensão do tema.

No Reino Unido, a premiê Theresa May tenta negociar o Brexit e ao mesmo tempo conter uma crescente rebelião contra seus planos. Há rumores em Londres de que deputados de seu próprio Partido Conservador apresentem uma moção de censura contra a primeira-ministra, o que poderia forçar uma votação para se decidir se ela fica ou sai do posto. Em discurso hoje, ela buscou defender sua estratégia e disse que 95% do acordo com a UE estaria concluído, embora continue o impasse sobre qual será o status da fronteira entre as Irlandas.

Na bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,10%, e 7.042,80 pontos. No setor bancário, Lloyds e Barclays subiram 0,53% e 1,16%, respectivamente, mas no de energia a petroleira BP recuou 1,20%. Vodafone caiu 1,90%, após reguladores da UE lançaram um investigação sobre possíveis problemas na concorrência com a aquisição de ativos da Liberty Global pela Vodafone. Uma decisão sobre o caso pode sair em 27 de novembro.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,26%, a 11.524,34 pontos. Entre os papéis mais negociados, Deutsche Bank recuou 1,07%, Deutsche Telekom cedeu 0,61% e E.ON, 0,41%. Entre as montadoras, Daimler caiu 1,13% e BMW, 0,27%. Por outro lado, Infineon Technologies subiu 1,48%, na contramão da maioria.

Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 teve baixa de 0,62%, a 5.053,31 pontos. Os bancos se saíram mal, com Crédit Agricole em baixa de 1,11% e Société Générale, de 1,04%. No setor de energia, Total caiu 1,42%, em jornada volátil para o petróleo.

O índice FTSE-MIB, da bolsa de Milão, fechou em queda de 0,60%, a 18.966,22 pontos. Os bancos italianos foram penalizados, como Banca Carige (-1,96%), Intesa Sanpaolo (-0,84%) e BPM (-3,12%. Enel, por outro lado, subiu 0,16%.

Em Madri, o índice IBEX-35 recuou 0,96%, a 8.806,50 pontos. A ação do supermercadista DIA teve baixa de 24,50%, após na semana passada a empresa suspender o pagamento de dividendo e lançar um alerta sobre seu lucro, além de ser rebaixada pela Moody's e pela S&P, perdendo o grau de investimento para essas agências de risco. Santander teve baixa de 0,59% e Telefónica, de 0,46%.

Em Lisboa, o PSI-20 teve queda de 0,14%, a 5.019,07 pontos. Banco Comercial Português subiu 0,54% e Galp subiu 0,22%, mas EDP Renováveis caiu 0,67% e Ibersol recuou 1,37%. (Com informações da Dow Jones Newswire)

Estadão
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