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BCE não tem pressa mesmo que guerra contra o Irã possa alterar perspectivas, dizem autoridades

10 mar 2026 - 09h20
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A guerra contra o Irã e a alta dos ‌preços da energia podem alterar fundamentalmente as perspectivas econômicas da Europa, mas o Banco Central Europeu (BCE) deve levar o seu tempo para reavaliar a política monetária e permanecer em seu curso atual por enquanto, disseram três autoridades nesta terça-feira.

Na última semana os mercados vêm precificando aumentos nas taxas de juros do BCE, com base na ⁠premissa de que o aumento dos custos de energia será rapidamente repassado aos preços ‌ao consumidor e o banco buscará evitar que essas pressões perpetuem uma inflação rápida.

"Também é crucial não agir precipitadamente, mas sim pensar com cuidado e considerar o ‌cenário minuciosamente, ao mesmo tempo em que se ‌espera para ver como a situação se desenvolve", disse o chefe do ⁠banco central austríaco, Martin Kocher, a repórteres em Viena. "Aqueles que agem de forma apressada geralmente agem mal."

Ele disse que o objetivo é administrar a evolução das taxas de juros para garantir que a inflação não se torne enraizada, acrescentando que o BCE está preparado para responder de forma rápida e clara, se necessário.

Os mercados financeiros, que ‌na segunda-feira precificaram totalmente um aumento dos juros até meados do ano, agora veem ‌apenas 50% de probabilidade de ⁠tal movimento. Mas ⁠isso ainda é uma grande mudança em comparação com duas semanas atrás, quando os investidores viam ⁠juros estáveis durante todo o ano, com ‌uma pequena chance de um ‌corte devido à inflação fraca.

Gediminas Simkus, chefe do banco central da Lituânia, disse que o BCE não deve reavaliar a política monetária a cada movimento do mercado, dada a excepcional volatilidade, e deve manter a calma, fazendo um balanço ⁠em sua próxima reunião em 19 de março.

MANTER O CURSO

"Se você começar a pensar sobre a política monetária pela manhã, pode acabar com um pensamento muito diferente à noite", disse Simkus, em resposta ao aumento dos preços do petróleo bruto a quase US$120 por barril na segunda-feira, ‌antes de recuar para US$90 nesta terça-feira.

"Quanto à próxima reunião, eu diria que é claro que discutiremos e tentaremos avaliar todas as possíveis implicações dos eventos no ⁠Irã ou na economia europeia, mas eu diria que, no momento, devemos manter nosso curso", disse Simkus em uma conferência em Vilnius.

Falando no mesmo evento, Madis Muller, chefe do banco central da Estônia, também defendeu uma resposta comedida e disse que o BCE precisa avaliar se o choque no preço da energia é temporário ou uma mudança mais duradoura.

"Mesmo que não devamos tomar decisões precipitadas, a probabilidade de que a próxima mudança nas taxas de juros seja agora mais no sentido de um aumento, e não o contrário, provavelmente aumentou nas últimas semanas", disse Muller em um painel de discussão.

"Devemos primeiro ver se o aumento nos preços da energia que estamos experimentando agora é transitório ou não, como foi o caso da última vez", disse ele.

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