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Baterias de sódio e avanço na reciclagem podem mitigar crise climática, defende especialista

Para Doron Aurbach, baterias de sódio são uma alternativa às baterias de lítio e podem garantir uma solução mais barata, segura e abundante

25 jun 2026 - 15h57
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RIO - A busca por alternativas ao lítio tem impulsionado a comunidade científica global na descoberta de novas tecnologias de armazenamento de energia. Uma das principais apostas é o desenvolvimento das baterias de sódio, apontadas como uma solução mais segura, barata e abundante, de acordo com Doron Aurbach, diretor do Centro de Tecnologias Limpas do Bar-Ilan Institute of Nanotechnology and Advanced Materials (BINA), em painel nesta quinta-feira, 25, no Energy Summit, no Rio de Janeiro.

"Temos mais tecnologia além do lítio, que é com as baterias de de sódio. É fácil industrializar porque é a mesma tecnologia aplicada para a de lítio. Então, temos a solução perfeita para além das baterias de lítio e nunca vamos ter escassez de sódio", defende Aurbach.

'Cada país precisa de uma indústria local para baterias', diz Aurbach
'Cada país precisa de uma indústria local para baterias', diz Aurbach
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Além da abundância de matéria-prima, a autonomia geopolítica surge como um fator decisivo para o desenvolvimento em escala das baterias de sódio. Segundo Aurbach, atualmente, o mercado global enfrenta uma forte centralização de produção na Ásia, o que acende um alerta para as demais nações.

"Existe um monopólio chinês. Não sou contra o que a China está fazendo. Está fazendo um ótimo trabalho com baterias, mas elas devem se tornar um recurso estratégico. Então, cada país precisa de uma indústria local para baterias", pondera o pesquisador.

Qual é o impacto ambiental das baterias?

Outro ponto levantado no painel Next-Generation Lithium and Beyond: Strategic Impacts for Emerging Markets foi o impacto ambiental das baterias. Aurbach defende que, enquanto o transporte terrestre, incluindo carros e trens, caminha a passos largos para a eletrificação total suportada por baterias de lítio, setores como a aviação ainda devem permanecer dependentes de combustíveis fósseis, embora seu impacto na poluição global seja menor se comparado às estações de energia e ao transporte rodoviário.

"A radiação solar desponta como a fonte renovável mais promissora, fornecendo uma média de 60 terawatts, volume que supera com folga as demandas futuras da humanidade. Atualmente, painéis solares de alumínio já operam com uma eficiência de conversão de 20%. O grande gargalo, contudo, reside na intermitência dessa fonte, o que torna o armazenamento de energia durante o dia para distribuição noturna uma questão criticamente importante", diz o especialista.

Estadão
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