Ibovespa fecha em alta em dia com dados de inflação no foco; Braskem desaba
O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, superando os 173 mil pontos no melhor momento do dia, com dados de inflação do Brasil no radar, enquanto os papéis da Braskem desabaram após buscar proteção temporária contra cobranças de credores financeiros.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,87%, a 171.990,20 pontos, tendo chegado a 173.277,09 pontos na máxima e marcado 170.507,92 pontos na mínima do dia.
O volume financeiro somou R$22,6 bilhões.
No penúltimo pregão da semana, investidores repercutiram dados de inflação no Brasil, bem como declarações de dirigentes do Banco Central negando mudanças no horizonte da política monetária.
De acordo com o IBGE, o IPCA-15 subiu 0,41% em junho, após alta de 0,62% em maio. Em 12 meses, passou a acumular avanço de 4,80%, contra 4,64% no mês anterior. Os resultados ficaram ligeiramente abaixo das expectativas no mercado.
"Apesar de algumas surpresas em itens voláteis, consideramos que o índice veio melhor que o esperado qualitativamente, especialmente na leitura de serviços", afirmaram economistas do Bradesco em relatório a clientes.
Na visão do advisor sênior da Blue3 Investimentos, Gabriel Marcarini, a bolsa paulista se beneficiou do alívio dos juros futuros em decorrência da leitura positiva do IPCA-15, com o setor financeiro como destaque na sessão.
Em paralelo, o diretor do Banco Central Paulo Picchetti disse que a autarquia não está alongando o horizonte relevante para a atuação da política monetária e não tem a intenção de fazê-lo, após documentos recentes da autoridade monetária incutirem dúvidas sobre o tema entre agentes financeiros.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, também enfatizou que não há nenhum tipo de mudança na condução da política monetária.
Em Wall Street, o índice acionário S&P 500 fechou estável, enquanto o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano marcava 4,3922% no final da tarde, de 4,4% na véspera.
DESTAQUES
• BRASKEM PNA desabou 10,5% após iniciar processo de mediação com credores financeiros e ingressar com um pedido de tutela de urgência cautelar na Justiça de São Paulo a fim de "preservar um ambiente estável para a continuidade das negociações em andamento exclusivamente com os referidos credores em busca de uma solução consensual, estruturante e ordenada para sua estrutura de capital".
• ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,78%, com o dia terminando sem sinal único para bancos do Ibovespa após desempenho robusto em boa parte do pregão. BRADESCO PN encerrou com variação negativa de 0,17%, BANCO DO BRASIL ON valorizou-se 1,62% e SANTANDER BRASIL UNIT recuou 0,68%.
• VALE ON subiu 1,2%, mesmo em dia de queda dos futuros do minério de ferro na China. A companhia informou na quarta-feira que avaliou a oportunidade, mas não aprovou qualquer investimento relacionado à empresa Bahia Mineração.
• PETROBRAS PN valorizou-se 0,42% e PETROBRAS ON cedeu 0,12%, em dia de alta dos preços do petróleo no exterior. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou nesta quinta-feira que a companhia planeja importar diesel em julho, após passar abril, maio e junho sem compras externas desse combustível.
• ASSAÍ ON avançou 4,11%, endossada pelo alívio nas taxas dos DIs nos vencimentos mais curtos, que beneficiou outros papéis sensíveis a juros. O índice de consumo da B3 fechou em alta de 0,87%.
• AMERICANAS ON, que não está no Ibovespa, cedeu 5,37%, tendo no radar operação da Polícia Federal realizada nesta quinta-feira que investiga uma suposta fraude contábil na varejista, que está atualmente em recuperação judicial.
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