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Azul prevê novo corte de capacidade no 3º tri antes de retomar crescimento

14 ago 2026 - 05h32
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A Azul espera reduzir novamente ‌a capacidade no terceiro trimestre, após os recentes cortes significativos, antes de retomar o crescimento nos últimos três meses do ano, afirmou o diretor-executivo John Rodgerson na quinta-feira.

A Azul reduziu sua capacidade em 10,6% em relação ao mesmo período do ⁠ano anterior no segundo trimestre — um corte sem precedentes —, incluindo uma ‌redução de 24,9% nas operações internacionais, à medida que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã ‌interrompeu o fluxo de petróleo e ‌provocou uma alta acentuada nos preços do combustível de ⁠aviação.

"O pico da crise de combustível ocorreu no segundo trimestre e, ao mesmo tempo, esse é normalmente o trimestre mais fraco do ano", disse Rodgerson à Reuters. "Fizemos o que acreditávamos ser certo: reduzimos a capacidade."

A companhia aérea, a maior do ‌Brasil em número de cidades atendidas, espera reduzir a capacidade em ‌cerca de 4% ⁠no terceiro trimestre, ⁠antes de retornar ao crescimento a partir do quarto trimestre, à medida ⁠que conclui a transição ‌para uma frota de ‌aeronaves de fuselagem larga.

Rodgerson disse que permaneceu otimista em relação ao mercado de aviação brasileiro, citando a demanda resiliente.

"Os fundamentos no Brasil estão muito bons no momento, e acreditamos ⁠que estamos bem posicionados", disse ele. "Guerras e crises não duram para sempre."

A Azul divulgou na noite de quinta-feira receita operacional recorde no segundo trimestre de R$4,98 bilhões, um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior, ‌mas o Ebitda caiu 55,4%, para R$510,1 milhões, à medida que o custo do combustível por litro subiu 61,8%.

A empresa, ⁠que saiu em fevereiro de um processo de recuperação judicial (Capítulo 11) que durou nove meses e se comprometeu a mudar seu foco da expansão para a lucratividade e a execução operacional, afirmou que o aumento das tarifas ajudou a compensar parte do aumento dos custos.

"Foi o resultado final que queríamos? Claro que não. Os custos com combustível aumentaram em quase 700 milhões de reais durante o trimestre e reduzimos a capacidade. Mas, de qualquer forma, este sempre seria um trimestre de transição", disse Rodgerson, destacando a melhoria operacional e a maior receita unitária.

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