Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Arrecadação federal bate recorde em setembro e soma R$ 239,38 bilhões

Resultado representa uma alta de 5,62% na comparação com o mesmo mês de 2025 e ficou praticamente em linha com as projeções do mercado

22 out 2026 - 11h44
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A arrecadação federal atingiu o recorde de R$ 239,38 bilhões em setembro, uma alta real de 5,62% na comparação anual, impulsionada pela Receita Previdenciária e pelo IRRF sobre rendimentos de capital. No acumulado do ano, o montante alcançou R$ 2,351 trilhões, avanço de 6,97% e melhor índice histórico desde 2000. O resultado acumulado reflete o aumento da massa salarial, receitas atípicas de IRPJ/CSLL, a criação do imposto de exportação de petróleo e a alta da alíquota do IOF promovida pelo governo.

BRASÍLIA - A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 239,384 bilhões em setembro, informou a Receita Federal nesta quinta-feira, 22. O montante ficou praticamente em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 239,640 bilhões em setembro (mediana), após R$ 235,566 bilhões em agosto. As estimativas variam de R$ 235,00 bilhões a R$ 256 bilhões.

O resultado de setembro representa uma alta de 5,62% na comparação com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período. Foi o maior para o mês desde 2000, início da série histórica.

O IRPJ e a CSLL somaram uma arrecadação de R$ 29,820 bilhões, um crescimento de 1,06% em relação ao mesmo mês de 2025. O IRRF para rendimentos de capital arrecadou R$ 12,061 bilhões, um aumento real na casa de 9,87%, resultado explicado pela tributação de dividendos, a partir de 2026, e pelo aumento nominal de 9,68% na categoria de "Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)".

No ano, até setembro, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 2,351 trilhões
No ano, até setembro, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 2,351 trilhões
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

A Receita Previdenciária arrecadou R$ 64,588 bilhões, crescendo 6,18% em relação a setembro do último ano. Esse desempenho está associado à expansão de 1,72% da massa salarial de agosto de 2026 em relação a agosto de 2025, além de um aumento real de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional.

As receitas com o IOF, por sua vez, tiveram queda de 9,06% real frente a setembro de 2025 e atingiram R$ 8,041 bilhões.

O imposto de exportação de petróleo arrecadou R$ 2,943 bilhões em setembro. A alíquota de 12% foi criada, segundo o governo, para garantir o abastecimento de petróleo no País durante a guerra no Oriente Médio. No ano, a arrecadação com o imposto chega a R$ 12,869 bilhões.

No ano, até setembro, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 2,351 trilhões. O montante representa alta de 6,97% na comparação com o mesmo período de 2025, descontada a inflação do período. O resultado acumulado até setembro é o maior para o período desde 2000.

No relatório de divulgação, o fisco atribui o desempenho da arrecadação em 2026 a alguns destaques, como a Receita Previdenciária, que teve uma arrecadação de R$ 575,925 bilhões, com crescimento real de 5,16%.

Esse resultado se justifica pelo crescimento real de 3,27% da massa salarial e de 5,95% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de janeiro a setembro de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. "Além disso, houve crescimento de 16,22% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a setembro de 2025", escreve no documento.

No ano, o IRPJ e a CSLL somaram uma arrecadação de R$ 444,238 bilhões, representando crescimento real de 5,76%. Esse resultado se deve, principalmente, ao crescimento real de 9,19% na arrecadação do lucro presumido, à arrecadação da estimativa mensal, que cresceu 2,72%, e ao aumento real de 19,46% na arrecadação relativa à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, relativa a fatos geradores ocorridos em 2025.

Houve também arrecadação atípica da ordem de R$ 23,869 bilhões no período acumulado, sendo R$ 11 bilhões de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, e outros R$ 12,869 bilhões do Imposto de Exportação de petróleo.

O PIS/Pasep e a Cofins totalizaram uma arrecadação de R$ 466,555 bilhões, representando crescimento real de 4,10%. O desempenho pode ser explicado pelo aumento de 1,81% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 1,95% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, em relação ao período compreendido entre dezembro de 2024 e agosto de 2025.

Além disso, pela recuperação da arrecadação relativa a setores inseridos no Perse e ao setor petrolífero; pelo desempenho positivo dos segmentos automotivo, de eletricidade e gás, dos serviços financeiros e do Simples Nacional e pela expansão de 9,94% nas compensações tributárias e pelos efeitos da legislação, especialmente as desonerações temporárias sobre diesel, biodiesel e querosene de aviação.

O IOF apresentou uma arrecadação de R$ 75,750 bilhões, representando crescimento real de 19,49%. O governo aumentou a alíquota do IOF em junho de 2025, depois de uma série de impasses com o Congresso. A mudança tem turbinado a arrecadação dessa rubrica.

O IRRF-Rendimentos do Capital apresentou uma arrecadação de R$ 131,151 bilhões, representando crescimento real de 5,76%. O resultado do período pode ser justificado, principalmente, pelos aumentos nominais de 28,81% na arrecadação do item "Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)", de 37,67% na arrecadação do item "Juros sobre Capital Próprio" e de 10,32% na arrecadação do item "Fundos de Renda Fixa".

No fim do ano passado, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de fintechs e bets e de JCP, junto com um projeto que reduz os benefícios fiscais em 10%.

O texto eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre fintechs de maneira escalonada. A alíquota subiria de 9% para 12%, nível em que ficaria até o fim de 2027, antes de se acomodar em 15% a partir de 2028. Os bancos pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende a ser maior, em parte por conta da rentabilidade mais alta.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra