Após Volkswagen, Renault é alvo de operação antifraude
Montadora também pode ter burlado testes de emissão de poluentes
Após o escândalo envolvendo a montadora alemã Volkswagen, a Renault foi alvo de uma busca nesta quinta-feira (23) em seus escritórios de Lardy, realizada por agentes franceses antifraude. A operação tinha como meta fiscalizar unidades de controle de motores, o que indica que a empresa pode estar sendo investigada na França por suposta fraude em emissões de poluentes. "Eles levaram computadores pessoais de vários diretores", disse um funcionário da Renault.
Com a notícia, as ações da Renault chegaram a cair 23% na Bolsa de Paris nesta quinta-feira, o que representa uma perda de 5,8 bilhões de euros em valor de mercado para a empresa. A montadora francesa confirmou que foi alvo de uma operação de busca e apreensão da polícia, mas assegurou que nenhum software fraudulento foi detectado em seus motores a diesel, como ocorreu no ano passado com a Volkswagen.
De acordo com a Renault, as buscas se referem a testes aleatórios em 100 carros para verificar se outras fabricantes usam algum dispositivo fraudulento. Em 2015, a Volks admitiu ter burlado sistemas de controle ambientais para emissão de poluentes em mais de 11 milhões de veículos no mundo todo.
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