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Após episódio sobre preço do diesel, Guedes e Bolsonaro têm reunião no Planalto

No fim de semana, ministro da Economia afirmou que é possível 'consertar', caso o presidente faça alguma coisa 'que não seja razoável' na economia

15 abr 2019
10h43
atualizado às 11h41
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De volta ao Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, 15, às 16h, no Planalto. A reunião acontece depois de Bolsonaro ter admitido, na última sexta-feira, 12, que interferiu no reajuste de preços de diesel, ao telefonar para o presidente da Petrobrás e pedir para cancelar o reajuste de 5,7% do combustível. Depois do episódio, a empresa perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado.

No sábado, cumprindo agenda em Washington (EUA), Guedes afirmou que é possível "consertar" caso Bolsonaro faça alguma coisa "que não seja razoável" na economia. "Uma conversa conserta tudo", disse o ministro. Um dia antes, Guedes sugeriu que não havia sido informado pelo presidente sobre a decisão. Quando o novo valor começaria a ser cobrado, na sexta-feira, Bolsonaro comentou que havia se surpreendido com o reajuste de 5,7%, e por isso ligou para o presidente da estatal, Roberto Castello Branco. O presidente ainda negou ser intervencionista. "Não vou praticar a política que fizemos no passado, mas quero os números da Petrobrás", disse.

O assunto da política de combustíveis deve ser tratado em reunião interministerial, às 14h30, com Guedes, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima, representantes do BNDES e da Petrobrás. A presença de Bolsonaro não está prevista neste encontro, de acordo com a assessoria. Na terça-feira, 16, Bolsonaro deve se reunir com o presidente da Petrobrás e técnicos da empresa para discutir a questão dos preços.

MME evita comentar polêmica de intervenção na Petrobrás

Integrantes do Ministério de Minas e Energia evitaram falar com a imprensa antes de uma reunião que ocorre neste momento no Rio. Ao chegar na Eletrobrás para uma reunião com o ministro de Minas e Energia (MME), Bento Albuquerque, o secretário de Petróleo e Gás da pasta, Márcio Félix, se recusou falar, limitando-se a citar a nota do MME divulgada na última sexta-feira, que não assume a intervenção confirmada pelo próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, na política de preços da Petrobrás na última quinta-feira, 11. Na ocasião, o MME publicou uma nota afirmando que havia sido uma decisão empresarial.

Participam ainda da reunião o economista Carlos Langoni, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Ododone, e o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Barral, que também não atenderam à reportagem. Apenas o nome de Langoni aparecia na agenda oficial do ministro.

Albuquerque chegou ao prédio da Eletrobrás com 25 minutos de atraso para primeira reunião das 9 horas com Langoni - às 10h está prevista reunião com o consultor Adriano Pires. O ministro disse que estava com pressa e que não falaria na saída porque iria pegar um avião para Brasília. Morador do Rio de Janeiro, Albuquerque costuma viajar todo final de semana para a cidade e aproveita para cumprir compromissos profissionais às sextas e segundas-feiras na cidade.

Estadão
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