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Anfitriões do G20, EUA promovem agenda de crescimento para acalmar preocupações sobre mercado de dívida

31 ago 2026 - 14h40
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Resumo
Como anfitriões do G20, os Estados Unidos defenderam acelerar o crescimento econômico para enfrentar o endividamento global recorde de quase US$ 353 trilhões. Em meio a choques energéticos e tensões geopolíticas, autoridades americanas propuseram focar no fortalecimento do setor privado por meio de desregulamentação, corte de entraves burocráticos e aumento da produção de energia, apontando a expansão dos investimentos como a única via sustentável para superar a crise da dívida.

Autoridades dos ‌Estados Unidos pediram nesta segunda-feira aos líderes financeiros dos países do Grupo dos 20 a intensificarem os esforços para promover o crescimento econômico como a melhor maneira de enfrentar as preocupações com o aumento dos níveis de dívida global.

A reunião de dois dias em Asheville, na Carolina ⁠do Norte, ocorre em um momento em que a economia global é ‌abalada por um choque de energia desencadeado pela guerra no Irã, enfrenta tensões crescentes em torno do enorme superávit comercial da China e ‌se prepara para as possíveis consequências de um ‌aumento repentino dos investimentos em inteligência artificial.

Os níveis globais de ⁠endividamento atingiram neste ano um recorde de quase US$353 trilhões, gerando preocupações com a estabilidade financeira e levando alguns investidores a reavaliar até mesmo portos seguros tradicionais, como os Treasuries.

"O mundo está inundado de dívidas após a crise financeira global e a pandemia de Covid-19, e a única ‌maneira de sairmos dessa situação é crescer para superar isso", afirmou o secretário ‌do Tesouro dos EUA, ⁠Scott Bessent, no ⁠início da reunião, referindo-se à crise financeira global de 2007 a 2009.

"Estou confiante de ⁠que muitos dos líderes estão muito ‌receptivos a isso", acrescentou.

O ‌chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, participando de sua primeira reunião internacional de política econômica desde que assumiu o cargo em maio, disse que está ansioso para saber mais sobre as perspectivas de crescimento ⁠entre as economias que fazem parte do grupo.

"Se eu tivesse que caracterizar este momento, diria que se trata de um surto global de investimentos", disse ele, acrescentando que isso havia revertido o "excesso global de poupança", que no passado mantinha capital ocioso ‌devido à escassez de oportunidades de investimento.

Os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais participariam, nesta segunda-feira, de uma sessão com ⁠líderes empresariais, refletindo a visão do governo Trump de que o crescimento seria melhor promovido pela liberação do setor privado por meio da desregulamentação e da produção de mais energia.

Bessent afirmou nessa sessão que o crescimento global ficou abaixo de seu potencial por tempo demais e que as causas não podem mais incluir "falhas criadas por nós mesmos".

Ele disse que o Tesouro dos EUA identificou vários obstáculos ao crescimento que os países do G20 precisam resolver, incluindo "cargas regulatórias e administrativas excessivas, incentivos financeiros e sistemas tributários mal concebidos, investimento público e privado insuficiente, fragmentação do mercado interno e lacunas nas qualificações e na mobilidade da força de trabalho".

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