Alta do petróleo reacende temor de inflação e pressiona mercados globais
Aversão ao risco cresceu após risco de ataque ao Irã
O petróleo Brent supera US$ 105 por barril, enquanto a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos pressiona títulos e ações. O movimento ganhou força após a divulgação de uma reportagem da revista The Atlantic segundo a qual Donald Trump considera novos ataques ao Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato.
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã impulsiona o petróleo e aprofunda a aversão ao risco nos mercados globais nesta quinta-feira (8). O Brent supera US$ 105 por barril, enquanto a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos pressiona títulos e ações.
O movimento ganhou força após a divulgação de uma reportagem da revista The Atlantic segundo a qual Donald Trump considera novos ataques ao Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato.
A pressão sobre a energia também reforça os temores inflacionários e reduz as perspectivas de alívio monetário. A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), divulgada na quarta-feira (7), mostrou que a maioria dos dirigentes considera apropriada uma nova alta dos juros até o fim do ano.
Em discurso no Fórum Econômico de Istambul nesta quinta-feira, Christopher Waller afirmou que novos aumentos podem ser necessários se a inflação continuar elevada, mas ressaltou que as decisões não precisam ocorrer em reuniões consecutivas. Segundo dados da Bloomberg, atualmente o mercado precifica cerca de 20% de probabilidade de uma alta já em outubro e incorpora totalmente um aumento até dezembro.
No mercado de energia, além da possibilidade de novos ataques ao Irã, a alta reflete relatos de ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e a interrupção da produção de petróleo no Golfo do México devido a um furacão. No início da sessão, o contrato do Brent para dezembro avançava 5,13%, a US$ 105,34 por barril, enquanto o WTI para novembro subia 5,02%, a US$ 92,71.
A perspectiva de juros mais elevados também se reflete na renda fixa. O rendimento do título do Tesouro americano de dez anos avançava quatro pontos-base, para 5,32% no início da manhã, enquanto o diferencial entre os títulos franceses e alemães de mesmo prazo chegou a 140 pontos-base, em meio às preocupações fiscais na França.
No Brasil, a atenção se volta à tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. O governo tenta antecipar a votação no Senado para a próxima quarta-feira (14), em dois turnos, antes do segundo turno das eleições. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, afirmou que seguirá o regimento e submeterá ao plenário eventuais pedidos para reduzir os prazos de tramitação.
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