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Alckmin: Plano de contingência é para empresas com exportação maior aos EUA e deve sair até terça

Vice disse que medidas foram submetidas a Lula da Silva nesta quarta-feira e que cabe ao presidente bater o martelo do anúncio

7 ago 2025 - 18h12
(atualizado às 19h05)
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BRASÍLIA - O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira, 7, que o plano de contingência do governo Lula para mitigar os efeitos do tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil deve ser apresentado até a próxima terça-feira, 12.

Alckmin disse que o plano de contingência foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, 6, como mostrou o Estadão, e que cabe ao petista bater o martelo sobre o anúncio.

"Ele (plano) foi apresentado ao presidente Lula, terminou ontem tarde da noite o trabalho. O presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado. Se não for amanhã, provavelmente na segunda ou terça-feira", disse Alckmin a jornalistas.

Segundo o ministro, o plano de contingência é "exatamente para poder atender aquelas empresas que foram mais afetadas, que têm uma exportação maior e uma exportação maior para os Estados Unidos".

Ele afirmou que será colocada uma "régua", pois há setores em que 90% da produção vai para o mercado interno, com exportação de 5%, no máximo 10%; enquanto em outros setores, metade da produção é destinada à exportação. "Tem setores que, do que exporta, mais da metade é para os Estados Unidos. Então, foram muito expostos, estão muito expostos", exemplificou.

Alckmin também citou como exemplo o setor de pescado, explicando que, no caso da tilápia, o maior consumo é interno. Já o atum tem a maior parte da produção destinada à exportação. "Às vezes dentro de um próprio setor, você tem uma diferenciação de quem exporta mais e menos", argumentou.

A Fazenda fez um estudo "amplo" para munir Lula com diversas opções sobre a mesa, mesmo aquelas não recomendadas pela pasta. O plano oferece desde linhas de crédito para abastecer o capital de giro das empresas, como já anunciado pelo próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por Alckmin, a aumento de compras governamentais.

Encontro com representante dos EUA

Horas após receber o encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, o vice-presidente voltou a defender o diálogo com o governo americano. A reunião, a primeira entre os dois, ocorreu um dia após a entrada em vigor do tarifaço americano a produtos brasileiros.

"Do diálogo a gente nunca pode desistir. Então, é perseverar, resiliência, perseverar, mostrar que isso é um perde-perde. É uma coisa ruim também para os Estados Unidos: vai encarecer os produtos americanos, rompe cadeias produtivas", disse Alckmin.

Ele afirmou ter passado "claramente" os argumentos do governo brasileiro ao representante americano.

"Agora, se tem problema não tarifário, vamos sentar e conversar e resolver", defendeu. Ele citou como exemplos as questões dos data centers, das big techs e dos minerais estratégicos. "Você pode construir aí uma pauta de conversa, entendimento para superar esse problema. Nós não criamos (o problema), mas vamos trabalhar para resolver", afirmou Alckmin.

Questionado se Gabriel Escobar sinalizou ajustes nas negociações entre o governo Lula e o governo Donald Trump, Alckmin se limitou a classificar a conversa como "boa".

Frentes de negociação

O vice-presidente afirmou que é preciso atuar em duas frentes diante do tarifaço dos Estados Unidos: nas negociações com o governo americano para reduzir a alíquota de 50% e em um plano de contingência para mitigar os efeitos negativos às empresas e aos setores brasileiros.

"A tarefa é trabalhar para diminuir essa alíquota e para excluir o máximo (de produtos) que a gente puder do chamado tarifaço. E, do outro lado, ter um plano de contingência para atender os setores que são mais expostos às exportações para os Estados Unidos", disse.

Alckmin exemplificou com o caso do aço, argumentando que o Brasil produz o aço semiplano e vende para os EUA, que faz o automóvel, a máquina, o equipamento, o avião. "Então, você tem uma cadeia que acaba sendo encarecida e cria uma insegurança de natureza jurídica".

"Então, de um lado, é continuar esse trabalho, a negociação não para. E, de outro lado, o plano de contingência, porque a vida continua. E as empresas têm compromissos a serem cumpridos. Então, garantindo o emprego e a atividade produtiva".

Sobre encontros desta semana com senadores brasileiros que estiveram nos EUA e com a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), Alckmin disse: "É muito importante a participação da iniciativa privada, tanto de brasileiros que exportam, quanto de americanos que exportam para nós ou compram de nós. Precisamos envolver o setor privado totalmente".

Estadão
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