Ações europeias caem para mínimas em mais de um mês após petróleo Brent ultrapassar US$100
As ações europeias caíram ao menor nível em mais de um mês, com o índice STOXX 600 recuando 1,4%, pressionadas pela disparada do petróleo Brent acima de US$ 100 o barril. A escalada de tensões no Oriente Médio reacendeu temores de inflação e de novas altas nas taxas de juros, reduzindo o apetite por risco. Apenas o setor de energia fechou em alta, impulsionado pela finlandesa Fortum após acordo com o Google, enquanto as principais bolsas do continente registraram perdas generalizadas.
As ações europeias caíram nesta quarta-feira para seu nível mais baixo em mais de um mês depois que os preços do petróleo ultrapassaram a marca de US$100 por barril, uma vez que as crescentes tensões no Oriente Médio intensificaram os temores de inflação e reduziram o apetite pelo risco.
O índice pan-europeu STOXX 600 registrou queda de 1,4%, para 640,41 pontos, atingindo o nível mais baixo desde o final de julho.
A Fortum liderou os ganhos no STOXX 600, subindo 15,8% depois que o grupo finlandês de energia assinou um contrato de compra de energia de longo prazo com o Google. A gigante da tecnologia afirmou que investirá pelo menos 13 bilhões de euros em infraestrutura de IA na Finlândia ao longo dos próximos dois anos.
Os futuros do Brent ultrapassaram os US$100 por barril pela primeira vez desde o final de julho depois que o Irã e os EUA atacaram petroleiros na maior onda de ataques à navegação desde o início da guerra, aumentando a perspectiva de novas interrupções no abastecimento de energia do Oriente Médio.
O setor de energia foi o único em território positivo, com alta de 0,3%, enquanto todos os outros principais setores registraram queda. O índice de volatilidade Euro STOXX subiu 2,17 pontos, atingindo seu nível mais alto em uma semana.
"Preços mais altos do petróleo significam expectativas de inflação mais elevadas, o que também implica maiores chances de aumentos nas taxas de juros e rendimentos mais altos dos títulos", afirmou Kiran Ganesh, diretor-gerente e chefe global de comunicações de investimento do UBS.
"Portanto, o petróleo é o principal fator impulsionador e vem causando um impacto negativo cumulativo sobre as ações nos últimos dias."
Com o aumento da volatilidade, os investidores mostraram-se relutantes em assumir riscos diante de uma série de decisões de bancos centrais e dados econômicos que podem moldar as expectativas de crescimento e dos custos de financiamento.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,31%, a 10.670,06 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,66%, a 25.576,45 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,94%, a 8.156,67 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,58%, a 51.875,24 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,51%, a 19.695,30 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,38%, a 9.445,17 pontos.
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