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9 em cada 10 pessoas prefere modelo híbrido ao procurar emprego

Pesquisa mostra relevância da flexibilidade para trabalhadores; mulheres priorizam modelos flexíveis 1,5 vezes mais do que homens

26 out 2023 - 06h00
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Foto: Freepik

A pandemia trouxe ao mundo corporativo mudanças sem precedentes sobre onde, quando e como trabalhamos. Apesar disso, o formato remoto tem sido desafiado por uma onda global de políticas de retorno ao escritório. Uma nova pesquisa do Boston Consulting Group (BCG) aponta quais são as preferências e comportamentos de trabalhadores de todo mundo em relação ao modelo ideal de trabalho. 

Uma das conclusões aponta para uma preferência clara pela forma de presença flexível: nove em cada dez profissionais consideram o trabalho híbrido um fator importante a ser levado em consideração para ficar em um emprego.

Para chegar a essas conclusões, o BCG ouviu mais de 1.500 pessoas de todo o mundo, de diferentes níveis hierárquicos. Entre os entrevistados, a pesquisa identificou três modelos de trabalho híbrido: 21% atuam presencialmente apenas em ocasiões importantes, 25% têm dias certos da semana para irem ao escritório, e 39% vão semanalmente, mas sem dias fixos. Os outros 15% se dividem entre totalmente remoto ou presencial.

“Antes do Covid, muitas pessoas iam ao escritório todos os dias e, durante a pandemia, o trabalho remoto se tornou o padrão – estamos vivendo a primeira vez em que as organizações precisam dizer aos funcionários qual o formato de trabalho. Não existe uma diretriz única, mas é preciso encontrar um meio-termo em que a produtividade seja levada em consideração, mas o bem-estar dos funcionários também”, afirma Santino Lacanna, sócio e líder da prática de Pessoas e Organização do BCG.

Nível de satisfação com cada modelo

Uma das conclusões foi referente ao nível de satisfação dos colaboradores com cada modelo de trabalho. De acordo com o estudo do BCG, 99% dos trabalhadores que vão para o escritório apenas em ocasiões pontuais disseram concordar com essa política da empresa, e 95% afirmam estar satisfeitos com o formato. 

Entre os profissionais que precisam comparecer ao local de trabalho em dias variados a cada semana, 83% concordam e 82% mostraram satisfação com a forma de trabalho. Já entre aqueles que têm de trabalhar presencialmente em dias específicos, 77% concordam com o formato definido, e 70% disseram estar satisfeitos com a decisão da organização.

Quanto ao trabalho realizado em cada local, a pesquisa mostra que os entrevistados apresentaram oito vezes mais chances de optar pelo presencial para atividades criativas e de desenvolvimento profissional, em comparação com tarefas que pedem mais atenção, como análises, relatórios e redação, mais eficientes quando realizados remotamente. 

“A liderança da empresa precisa mostrar ao colaborador que entende sua função e que valoriza seu tempo, por isso opta por uma ou outra política de flexibilidade”, afirma Santino.

Diversidade, equidade e inclusão

Outra descoberta do BCG foi em relação à diversidade, equidade e inclusão. Segundo a pesquisa, cerca de 90% de profissionais pertencentes à grupos minoritários, como mulheres, LGBT, entre outros, consideram as opções de trabalho flexível importantes ou muito importantes para ficar ou sair de um emprego. Ainda, as mulheres mostraram 1,5 vezes mais chances de priorizar a flexibilidade dessa maneira, em comparação com seus colegas do sexo masculino.

Para empresas que ainda estão ajustando seu formato padrão de trabalho híbrido, o BCG traz cinco recomendações:

  • • Alinhar como líderes as necessidades e prioridades da empresa, bem como o grau de liberdade que os gestores e equipes terão para decidir como trabalhar.
  • • Capacitar os líderes a segmentar o trabalho que suas equipes realizam, e a identificar modelos adequados às necessidades de seus tipos específicos de trabalho.
  • • Permitir que todos os líderes trabalhem com suas equipes para personalizar ainda mais os modelos de trabalho, de acordo com tarefas específicas, preferências individuais e requisitos da equipe. E que seja flexível com os próprios modelos – eles podem precisar de mudanças semanais à medida que as prioridades profissionais (e pessoais) mudam, por exemplo.
  • • Investir em facilitadores para que os modelos funcionem, como treinamento para gestores, ferramentas de colaboração (espaço físico e tecnologias) e nos modelos de liderança. O trabalho flexível é algo novo para a maioria das organizações, e requer uma reformulação de como as pessoas trabalham, como os líderes lideram e como todos são apoiados.
  • • Identificar os KPIs que refletem o que a empresa deseja alcançar. O foco deve estar no impacto: meça a qualidade, a inovação, a produtividade, o crescimento e o envolvimento, em vez de checar passagem do crachá para monitorar os dias no escritório ou as horas online.

“A definição do modelo de trabalho híbrido não deve se limitar a um comunicado geral da empresa. Líderes focados no futuro do trabalho precisam dedicar tempo para entender como possibilitar que seus colaboradores tenham o seu melhor desempenho e, assim, criar valor para os negócios”, finaliza Santino.

(*) HOMEWORK inspira transformação no mundo do trabalho, nos negócios, na sociedade. É criação da Compasso, agência de conteúdo e conexão.

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