Walkíria Fernandes, psicóloga especialista em Terapia Comportamental, alerta pais separados que vivem em conflito por criação dos filhos: 'Criança pode começar a sentir que precisa escolher um lado, proteger um ou esconder determinadas coisas para não provocar nova briga. Isso é uma carga emocional que não pertence a ela'
Briga pública entre pais por causa dos filhos pode ir muito além do que pensamos. Psicóloga especialista alerta: crianças absorvem tudo e correm o risco de se sentirem forçadas a escolher um lado
A partir das brigas públicas entre Luana Piovani e Pedro Scooby pela criação dos filhos, a psicóloga Walkíria Fernandes alerta sobre os graves impactos desses conflitos na saúde emocional das crianças. Segundo a especialista, os jovens absorvem o clima hostil mesmo sem ataques diretos e sofrem com a sobrecarga de ter que escolher lados ou mediar as disputas dos adultos. Ela adverte que filhos não devem ser tratados como árbitros, confidentes ou mensageiros nos desentendimentos da separação.
A presença de piolho no cabelo de um dos filhos foi o capítulo mais recente da briga pública entre o ex-casal Luana Piovanie Pedro Scooby. Pais de três filhos, a atriz e modelo se separou do surfista, hoje no elenco do "Dança dos Famosos 2026" em 2019 após oito anos.
De lá para cá, várias foram as vezes que o desentendimento dos famosos sobre a criação dos filhos se tornou público. E pensando em como crianças/adolescentes podem ser impactados em situações semelhantes, o Purepeople procura a psicóloga e sexóloga dra. Walkíria Fernandes, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia Comportamental Integrativa para Casais.
'Criança pode esconder coisas para evitar nova briga dos pais'
Segundo ela, os filhos são "muito mais afetados do que os adultos imaginam". "A criança não precisa ser marcada em uma publicação ou ouvir diretamente uma ofensa para ser atingida. Ela vive naquele sistema familiar. Ela percebe o clima, escuta comentários, vê o que circula nas redes sociais e percebe quando um pai está tentando desqualificar o outro", afirma.
"E existe algo particularmente perigoso: quando os pais transformam o filho em espectador da guerra entre eles. A criança pode começar a sentir que precisa escolher um lado, proteger um dos pais ou esconder determinadas coisas para não provocar uma nova briga. Isso é uma carga emocional que não pertence à criança", crava a especialista.
"Filho não é árbitro de divórcio. Não é confidente. Não é mensageiro. E muito menos deve ser usado...
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