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Viktor Frankl, neurologista: 'Nada ajuda tanto uma pessoa a suportar as dificuldades quanto saber que tem uma missão na vida'

Se você não tiver uma meta, seja ela vital ou temporária, terá muito mais dificuldade para superar os desafios

2 set 2026 - 12h37
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Resumo
O neurologista Viktor Frankl, sobrevivente dos campos de concentração nazistas, defendia que a consciência de ter uma missão ou meta na vida é o recurso mais poderoso para suportar e superar adversidades. Em sua obra, ele argumenta que encontrar um sentido — seja uma responsabilidade, uma tarefa pendente ou um vínculo com alguém — atua como uma força de resistência psicológica vital, capacitando o indivíduo a seguir em frente mesmo diante do sofrimento extremo.
Viktor Frankl, neurologista: 'Nada ajuda tanto uma pessoa a suportar as dificuldades quanto saber que tem uma missão na vida'.
Viktor Frankl, neurologista: 'Nada ajuda tanto uma pessoa a suportar as dificuldades quanto saber que tem uma missão na vida'.
Foto: Google Gemini IA / Purepeople

Ter sempre uma meta no horizonte é uma faca de dois gumes. Isso pode nos tornar hiperprodutivos de uma forma muito tóxica, mas também pode nos ajudar a seguir em frente, apesar das dificuldades. 

Pelo menos é isso que defendia o neurologista Viktor Frankl ao afirmar que "não há nada no mundo que capacite tanto uma pessoa a superar as dificuldades externas ou as limitações internas quanto a consciência de ter uma tarefa na vida".

A citação exata, que aparece em "No início era o sentido: reflexões sobre o ser humano" (1946), é que "a convicção de que se tem uma tarefa pela frente possui um enorme valor psicoterapêutico e higiênico. Ousamos dizer que nada ajuda tanto uma pessoa a superar ou suportar dificuldades objetivas ou problemas subjetivos quanto a consciência de ter uma tarefa na vida". Em outras palavras, buscar uma conquista nos ajuda a seguir em frente.

Viktor Frankl escreveu isso depois de passar pelo gueto de Terezín em 1942 e pelo campo de concentração de Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial. 

Por isso, ele nunca fala de felicidade ou de evitar o sofrimento, mas de encontrar aquilo que nos move na vida, seja uma responsabilidade, uma tarefa pendente ou uma pessoa. Ele se aproxima do existencialismo de Nietzsche, mas toma um rumo único: essa meta pendente como forma de resistência psicológica.

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