Três atrativos de ‘Quem Ama Cuida’ podem agradar a quem gosta de novela clássica
Nova produção do horário nobre aposta em perfis de personagens já amplamente testados
Walcyr Carrasco está de volta às 21h dois anos após o tropeço de ‘Terra e Paixão’.
Aquele folhetim rural, excessivamente dramático e com pouco alívio cômico, não capturou a emoção do público.
Desta vez, com ‘Quem Ama Cuida’, o autor oferece mais ingredientes capazes de hipnotizar.
A novela estreia nesta segunda-feira (18) no lugar da bem-avaliada ‘Três Graças’.
O primeiro atrativo é uma mocinha convencional afetada por uma grande injustiça.
Adriana (Letícia Colin) será acusada da morte do marido, Arthur (Antonio Fagundes).
O milionário doente decide se casar com ela, sua fisioterapeuta, para impedir que os parentes gananciosos devorem sua fortuna.
Colin exala talento e carisma. Entregou atuações aclamadas pelo público, como a da Zélia de ‘Garota do Momento’, de Vanessa em ‘Todas as Flores’ e Rosa em ‘Segundo Sol’.
Após sair da cadeia, apoiada pelo advogado idealista Pedro (Chay Suede), Adriana vai buscar a punição de seus inimigos.
Lembra a trajetória de Clara (Bianca Bin) em ‘O Outro Lado do Paraíso’, que voltou de um manicômio para se vingar de todos que participaram do complô contra ela.
No ar entre 2017 e 2018, o folhetim, do mesmo autor, foi um sucesso: média de 38 pontos no Ibope.
O segundo ingrediente quase infalível de ‘Quem Ama Cuida’ é o clichê ‘quem matou?’
Mesmo previsível, o recurso dramatúrgico ainda suscita a curiosidade dos telespectadores.
Prova disso foi o país parado diante da TV no último capítulo do remake de ‘Vale Tudo’ para descobrir o assassino de Odete Roitman (Debora Bloch).
A nova novela das 9 traz outro chamariz: uma vilã chique e debochada, Pilar (Isabel Teixeira).
Este perfil de personagem se tornou quase obrigatório e costuma funcionar melhor — especialmente para o engajamento nas redes sociais — do que as heroínas sofredoras.
Walcyr Carrasco escreve ‘Quem Ama Cuida’ com Claudia Souto e uma equipe de colaboradores. A direção-geral é de Caetano Caruso, com direção artística de Amora Mautner.
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