Tralli enfrenta prova de fogo em debate após críticas, politização de sua postura e queda de popularidade
Apresentador passa por acelerado processo de desconstrução de imagem desde o início da campanha eleitoral
Não é apenas o desempenho de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) que estará sob análise no debate da Globo. O mediador, César Tralli, também vai ser avaliado.
A campanha eleitoral iniciada em agosto gerou um desgaste inédito ao apresentador, que até então contava com a aprovação popular quase unânime, da direita à esquerda.
Uma postura considerada apática e confusa nas sabatinas no ‘Entrevista com o Candidato’ e o excesso de risos na ‘Marcha da Apuração’ do 1º turno, especialmente na fase final com o resultado a favor de Flávio Bolsonaro, geraram uma onda de críticas e questionamentos.
A imagem de Tralli sofreu uma politização: ele passou a ser visto por parte do público como um simpatizante da extrema direita, embora nunca tenha declarado abertamente sua preferência ideológica ou seu voto.
O cancelamento do debate de 1º de outubro por decisão da cúpula da Globo piorou o mau humor contra o jornalista, afetado ainda pela comparação de sua performance com a elogiada atuação de Renata Lo Prete na segunda rodada do ‘Entrevista com o Candidato’.
No debate desta noite, Tralli enfrentará ainda a associação com o antecessor na função, William Bonner. Enfim, um emaranhado de expectativas e cobranças que o deixam tão exposto diante das câmeras quanto os candidatos à Presidência.
Tamanha pressão o atinge às vésperas de completar seu 1º ano como titular na bancada do ‘Jornal Nacional’. Uma situação bem menos confortável do que quando acumulava o comando do ‘Jornal Hoje’, na Globo, e do ‘Edição das 18h’, na GloboNews.
Naquela época, a única exigência que a internet fazia a Tralli era que mostrasse o que levava na marmita.
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