SBT preserva credibilidade e acena ao governo ao demitir comentarista de fofocas que sugeriu irregularidade na eleição
Filhas seguem a política de boas relações de Silvio Santos para evitar conflitos com quem está no poder
Há uma gigantesca diferença entre liberdade de expressão ou opinião e uma acusação sem provas. A influenciadora Thayse Teixeira foi dispensada do SBT por essa razão.
No ‘Fofocalizando’, ela estava acostumada a comentar a vida das celebridades e os bastidores da TV. Nada comprometedor.
Mas, na terça-feira (27), sugeriu que houve alguma irregularidade no processo eleitoral que elegeu Lula para o quarto mandato e manifestou concordância com a fuga do candidato derrotado Flávio Bolsonaro.
Disse isso ao vivo, sem autorização prévia da direção, e diante de um analista do SBT News, o respeitado especialista em política Eduardo Gayer.
A cúpula do jornalismo do SBT e a direção da emissora não tinham alternativa a não ser demitir Thayse Teixeira para enviar um recado objetivo ao público, aos anunciantes, à imprensa e ao governo reeleito.
Desde a criação do canal, em 1981, Silvio Santos sempre fez questão de manter boas relações com quem estava no poder, seja militar ou civil, de direita ou esquerda.
Ele tinha suas convicções ideológicas no campo conservador e liberal, apoiou informalmente Jair Bolsonaro, mas nunca permitiu ataques diretos ou fakes news contra quem quer que fosse.
Hoje no comando, suas filhas seguem a mesma linha. Tanto que receberam com abraços e sorrisos o presidente Lula e sua comitiva na cerimônia de inauguração do SBT News, em dezembro de 2025.
Thayse Teixeira se esqueceu que, diante das câmeras, não falava apenas por si, mas como representante de uma rede de televisão com interesses institucionais e comerciais. Uma responsabilidade que exige cautela, discernimento e compromisso com os fatos.
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