Saída de Virgínia do SBT prova que TV deixou de ser interessante a quem já é rico e famoso
Apresentadora deixa uma marca na emissora e deverá priorizar a internet e o namoro no exterior
A saída de Virginia Fonseca do SBT é um sintoma de uma mudança no entretenimento brasileiro. A TV aberta, que antes representava a consagração midiática, já não exerce o mesmo magnetismo sobre quem construiu fama e fortuna.
A experiência da rainha dos influenciadores na emissora da família Abravanel foi positiva sob vários aspectos.
Diante das câmeras, ela provou ser uma comunicadora eficiente, sustentada por um carisma inegável que dialoga com diferentes públicos.
Não por acaso, conseguiu impulsionar a audiência em uma das faixas mais ingratas da programação: as noites de sábado.
O problema não foi a falta de entrega ou de retorno artístico, mas a matemática implacável do tempo versus dinheiro.
A dedicação de horas para as gravações do 'Sabadão' esbarrava em um salário que, comparado ao que Virgínia fatura nas redes sociais e em negócios próprios, tornou-se pouco atrativo.
Para quem já é uma celebridade e gera mais de R$ 500 milhões por ano, a TV aberta não é tão lucrativa como negócio e só complica a agenda. Aliás, muitos artistas consagrados continuam com seus programas apenas para exercitar o ego.
Houve também um componente pessoal que pesou na balança de Virgínia: sem o compromisso semanal com o SBT, passará a ter mais liberdade para viajar à Espanha e encontrar o namorado, o jogador Vini Jr. Essa autonomia é um luxo.
O movimento da dona da WePink não é isolado, e sim uma realidade: os artistas estão cada vez mais arredios a se prender a projetos longos na TV. Preferem trabalhar menos e ganhar mais na internet, em canais pagos e no streaming.