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Quem está por trás da 'Novela das Frutas' e de personagens como Moranguete e Abacatudo?

Perfis nas redes sociais têm usado inteligência artificial para criar folhetins estrelados por frutas antropomorfizadas

11 abr 2026 - 03h45
(atualizado às 07h14)
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Novelas das Frutas têm feito sucesso nas redes sociais com tramas estreladas por frutas antropomorfizadas
Novelas das Frutas têm feito sucesso nas redes sociais com tramas estreladas por frutas antropomorfizadas
Foto: @memes.abacatud via TikTok/@frutas_emcena via Instagram/Reprodução / Estadão

"Adaptação brasileira" da trend Fruit Love Island, popularizada nos Estados Unidos, as Novelas das Frutas têm dominado os algoritmos do Instagram e do TikTok. Buscando inspiração em folhetins verticais, usuários vêm criando vídeos com inteligência artificial (IA) para inserir frutas antropomorfizadas em tramas dignas das tradicionais produções da TV nacional.

Nas redes sociais, os personagens mais populares do momento são Moranguete e Abacatudo, cujos dramas, que abrangem traições, problemas financeiros e muita tensão sexual recriam a atmosfera típica de novelas do horário nobre.

Além de usuários 'comuns' e anônimos das redes sociais, como @frutas_emcena, @memes.abacatud, @cinema.iaoficial, @noveladasfrutass1 e outros perfis dedicados a essas produções, grandes empresas também entraram na tendência. SBT, Burger King, iFood e mais têm usado os folhetins frutíferos em peças publicitárias.

Confira abaixo alguns capítulos de novelas das frutas:

@memes.abacatud

#abacatudo #abacate?? #moranguetes #moranguete

som original - ABACATUDO ON
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

'Novela das Frutas' gera polêmica

Apesar da popularidade das produções de IA, os vídeos têm causado grande polêmica por causa da forma como trata seus personagens, com muitas tramas tendo influência em clichês misóginos similares aos pregados na chamada "machosfera".

Além de histórias que colocam as personagens femininas como figuras interesseiras e sexualizadas, o discurso separando homens entre "alphas" e "betas" também tem gerado críticas.

Vale pontuar também que, por serem produzidos e lançados nas redes sociais, os vídeos não têm nenhum tipo de regulamentação em relação à sua classificação indicativa, potencialmente expondo crianças e adolescentes a cenas sexuais e de violência doméstica sem qualquer tom crítico ou alerta.

Estadão
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