Poeta viveu tensão com Bonner e estresse no 'É de Casa' antes de rixa com Manoel
Apresentadora ainda não conseguiu o que foi prometido pela Globo 8 anos após deixar o ‘JN’
A falta de sintonia entre Patrícia Poeta e Manoel Soares diante das câmeras e a animosidade entre os dois nos bastidores do ‘Encontro’ virou uma novela.
Quase todo dia surge um novo boato a respeito da irritação da apresentadora em dividir o programa e do ressentimento do jornalista em ser mero coadjuvante.
Parte do público e da imprensa passou a monitorar a expressão corporal de ambos a fim de confirmar a impressão de antipatia recíproca.
Com isso, as pautas discutidas na atração ficam em segundo plano, com pouca repercussão na mídia e nas redes sociais, apesar de a audiência ter crescido.
Difícil apontar uma solução para o caso. Se Manoel pedir para sair ou for tirado pela emissora, a rejeição contra Patrícia certamente dispararia, transformando o ranço atual em crise de imagem.
Uma mudança radical, com os dois fora do ‘Encontro’, parece improvável neste momento.
A cúpula da Globo pretende insistir em Poeta, apesar de não a defender publicamente nem desmentir os rumores de que iria substituí-la por Maria Beltrão ou Eliana.
A questão mais importante é saber como o mercado publicitário vê esse conflito no ‘Encontro’.
Enquanto o fluxo de anúncios nos intervalos e ações de merchandising não for afetado, a emissora dificilmente vai tomar uma atitude efetiva.
Sob pressão, Patrícia Poeta tenta ignorar a polêmica. Não é a primeira vez que a apresentadora gera manchetes desfavoráveis.
A saída dela do ‘Jornal Nacional’, em novembro de 2014, foi precedida por fofocas de suposta relação tensa com o colega de bancada e editor-chefe William Bonner.
O falatório tomou uma proporção tão grande que eles comentaram a respeito em entrevistas — e houve contradição.
O âncora disse que Patrícia estava infeliz no telejornal, assim como Fátima Bernardes quando pediu para deixar o ‘JN’.
Já Poeta repetiu um comunicado da Globo: deixou o jornalismo para se dedicar a um projeto no entretenimento.
Projeto este, aliás, que nunca saiu do papel. Ela acabou ficando 7 anos no ‘É de Casa’, dividindo a condução com diferentes parceiros, à espera do protagonismo.
Nos bastidores, Patrícia demonstrava ansiedade com a demora em conseguir um programa só seu, como foi prometido.
Em 2017, comandou a competição entre costureiros ‘Caixa de Costura’, no GNT, ao lado dos estilistas André Lima e Isabela Capeto. Durou apenas uma temporada.
Assumir o ‘Encontro’ parecia ser a realização do sonho. Com atraso de 8 anos, ela estaria enfim à frente de uma produção da Globo.
Mas o canal impôs a presença de Manoel, que já era apresentador eventual e sempre teve ótima avaliação interna. Mesmo contrariada, Poeta aceitou.
Uma falha de comunicação da emissora fez a imprensa deduzir e divulgar que os dois teriam o mesmo peso no programa.
Quando surgiram as primeiras chamadas na TV, sem Manoel, e a revelação de que a atração havia sido rebatizada ‘Encontro com Patrícia Poeta’, começaram as críticas contra a apresentadora.
Dois meses depois, a boataria, a reprovação parcial e a incerteza sobre o futuro ainda não tiveram fim.
O visível desconforto emocional dos apresentadores no estúdio e nos bastidores também parece não ter data para acabar.