Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Para Mansfield, humor de qualidade não tem "bordão"

5 jan 2013 - 18h58
(atualizado em 5/1/2013 às 10h27)
Compartilhar
Exibir comentários

A televisão sempre teve um papel periférico na carreira de Marcelo Mansfield. Influenciado na mesma medida pela verve cômica de humoristas brasileiros – como Chico Anísio e Jô Soares – e pela postura simples de craques do stand-up comedy norte-americano – como Steve Martin e Bill Cosby –, Mansfield agora está no ar como comediante do Agora É Tarde, da TV Band. 

Marcelo Mansfield é humorista do programa 'Agora é Tarde', da TV Band
Marcelo Mansfield é humorista do programa 'Agora é Tarde', da TV Band
Foto: Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias

O humorista até encarou pequenos papéis em novelas como Mulheres de Areia e Desejos de Mulher, mas sempre esteve focado em seu trabalho no circuito teatral de São Paulo. Para ele, o grande trunfo de fazer comédia sem muita produção é a possibilidade de evidenciar a qualidade do texto. "Não é uma questão de bordão ou figurino, mas sim de uma abordagem exagerada do cotidiano. A grande inspiração de qualquer humorista que dá a cara a tapa em um show de stand-up são suas vivências e observações", analisa.

Natural de São Paulo, aos 56 anos, Mansfield enxerga o late night comandado por Danilo Gentili como um encontro de seu humor com o público da tevê aberta. "Pela primeira vez, estou realmente feliz na tevê. Precisei adaptar a linguagem do meu humor e deixá-lo mais abrangente. Como consequência, é bom mostrar meu trabalho a um público bem maior", garante.

TV Press – Você iniciou sua carreira como ator de teatro e em comerciais de tevê. Como se descobriu comediante?

Marcelo Mansfield – A comédia faz parte de mim desde sempre. Eu era aquela criança irritante e engraçadinha da família. E meus pais sempre me incentivaram a seguir por esse lado, a desenvolver essa veia artística que se revelou pelo humor. Esse lado de usar a comédia como profissão foi surgindo aos poucos e a publicidade dos anos 1980 me influenciou bastante.

TV Press – Como assim?

Mansfield – Nos anos 1980, os comerciais eram carregados de humor e ironia. Era muito divertido fazer parte daquilo. Eu exercitava no teatro o tom das piadas e levava para a propaganda algumas boas ideias. Hoje, se você fizer um comercial que fuja do habitual humor chapa branca, é possível que alguém o processe. Isso não é só na publicidade. Um simples comentário na internet pode ofender muitas pessoas com sensibilidade ao humor. A atual patrulha do politicamente correto arrasou com a produção de comerciais do Brasil. E atinge todos os âmbitos da tevê também.

TV Press – Mas o Agora é Tarde tem um tom de humor bem corrosivo. Você toma algum cuidado com o que fala durante as gravações do programa?

Mansfield – O programa vai ao ar em um horário em que se tem alguma liberdade. No entanto, ao longo da minha carreira e depois de algumas experiências, decidi não fazer mais piadas escatológicas ou com doenças graves (risos). É uma autocrítica minha. Acho que o humor não precisa de limite, mas sim de bom senso. Já falei coisas absurdas no programa e, pelo meu senso crítico, pedi para a produção cortar as cenas na edição.

TV Press – Sua função no Agora É Tarde é interferir nas entrevistas e criar situações de humor. Suas intervenções são improvisadas ou seguem apenas o roteiro?

Mansfield – A gente não trabalha de forma travada. É claro que existe um roteiro e respeitamos isso. Só que, se ocorre alguma coisa que cabe uma piada, o microfone está ligado e eu vou fazer. Hoje, estou completamente à vontade com a minha função no programa. Ao longo do tempo, consegui chegar a um equilíbrio sobre o que funciona na tevê ou não.

TV Press – Você trabalhou como ator em novelas como Mulheres de Areia e A Lua Me Disse. Gostaria de ter investido mais em teledramaturgia?

Mansfield – Acho que foi um momento e um meio de pagar as contas (risos). Eu não gosto de fazer novela. É muito difícil um comediante ter um papel consistente em um folhetim. Quando tem um papel extremamente cômico, os diretores preferem entregar essa responsabilidade aos grandes atores. Por exemplo, acho fantástico o que o Tony Ramos faz em Guerra dos Sexos. Gosto de assistir, mas não me vejo mais na rotina cansativa de uma novela.

Fonte: TV Press
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade