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Há 22 anos, atriz foi hostilizada por viver personagem que agredia idosos em novela da Globo

Trama da Globo conquistou o público ao abordar temas sensíveis e realismo fez atores serem atacados por telespectadores fora das telas

17 fev 2025 - 10h33
(atualizado às 10h39)
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Regiane Alves vivia a vilã Dóris
Regiane Alves vivia a vilã Dóris
Foto: Reprodução/Globo / Contigo

Em 17 de fevereiro de 2003, há 22 anos, a Globo estreava Mulheres Apaixonadas como sua nova novela das oito. Escrita por Manoel Carlos, a história tinha uma de suas famosas Helenas como protagonista, mas, dessa vez, foram as tramas paralelas que conquistaram o público. O folhetim foi sucesso de audiência e, com o reconhecimento, uma atriz foi hostilizada por viver personagem que agredia idosos.

Papel polêmico

Mulheres Apaixonadas, como destaca o jornalista Nilson Xavier, do Teledramaturgia, discutiu diversos temas sensíveis como violência doméstica, preconceito contra idosos, alcoolismo, relações homoafetivas e ciúme obsessivo. O realismo das cenas fez com que o público se envolvesse de forma intensa, a ponto de misturar ficção e realidade, resultando em reações extremas, inclusive ataques a alguns atores.

Regiane Alves, que brilhou no papel de Dóris, uma jovem egoísta e insensível que destratava os avós, interpretados pelos veteranos Oswaldo Louzada e Carmem Silva, chegou a ser hostilizada na rua por viver a personagem.

As cenas de desrespeito geraram tanta indignação que a atriz foi atacada verbalmente e até fisicamente, com um jornal, dentro de um elevador. "Ela estava com o jornal na mão e me bateu. E falou: 'Seja mais educada com seus avós", relembrou, em entrevista ao Gshow.

Apesar das dificuldades, sua atuação foi amplamente reconhecida e trouxe impactos fora das telas. Em entrevista à CARAS Brasil, a atriz relembrou visita ao Senado para discutir o Estatuto da pessoa idosa. "Me vi em Brasília, porque, por conta dessa novela, eu fui ao senado pedir aprovação do estatuto do idoso que, na época, estava em julgamento. Quando você faz um personagem de um cunho social tão forte como aquele, acho que você deixa uma marca. Ainda mais naquela época, em que a gente estava ganhando mais tempo de vida, as pessoas estavam se aposentando mais cedo, sem saber o que fazer, sem achar que tivessem que criar atividades", compartilhou.

Dan Stulbach, que vivia o violento Marcos e agredia a esposa com uma raquete, também foi alvo da fúria dos telespectadores e levantou um debate importante acerca de violência doméstica no país.

Pós-novela

Os atores Oswaldo Louzada e Carmem Silva, que interpretaram os avós de Dóris, foram homenageados pelo público e pela emissora. Como relembra Xavier, eles também participaram do Zorra Total no quadro Dadá e Dedé, devido à repercussão positiva de seus personagens na novela.

Mulheres Apaixonadas foi a última novela da dupla, que faleceu em 2008, deixando um legado importante para a televisão brasileira e encerrando suas carreiras com atuações memoráveis em uma novela que foi fenômeno de audiência e conquistou o Troféu Imprensa de Melhor Novela de 2003.

Manoel Carlos seguiu explorando temas sociais em suas produções posteriores. Depois de Mulheres Apaixonadas, ele escreveu Páginas da Vida, Viver a Vida e Em Família, todas mantendo a marca registrada de suas tramas realistas e envolventes.

Regiane Alves ao lado dos atores Oswaldo Louzada e Carmem Silva, seus avós na trama - Reprodução/Globo
Regiane Alves ao lado dos atores Oswaldo Louzada e Carmem Silva, seus avós na trama - Reprodução/Globo
Foto: Contigo
Contigo Contigo
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