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"Mostrei que posso fazer a 'pobretona'", diz atriz de 'Amor à Vida'

20 out 2013 - 16h37
(atualizado às 16h42)
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<p>Carolina Kasting  interpreta a humilde Gina, em <em>Amor à Vida</em></p>
Carolina Kasting interpreta a humilde Gina, em Amor à Vida
Foto: Pedro Paulo Figueiredo / Carta Z Notícias

De mocinha a aventureira, passando por vilã e mulher problemática, Carolina Kasting já viveu personagens densos em seus 17 anos de carreira na tevê. Apesar de diferentes entre si, esses papéis reuniam uma característica em comum: o luxo. O rosto de feições leves e o sorriso calmo levaram Carolina ao lugar-comum de mulheres com alto poder aquisitivo ou nascidas em famílias ricas. Em Amor à Vida, no entanto, veio Gina, papel que vem sendo divisor de águas na carreira da atriz. "Minha imagem era associada a uma figura sofisticada. Por isso, fiquei tão feliz, pude mostrar que eu posso fazer a 'pobretona'", avalia. A mudança, segundo ela, foi uma boa forma de mostrar versatilidade. Além disso, serviu para dissociar beleza e condição financeira. "É uma quebra de paradigma. A mulher pobre é sempre feia ou 'periguete'. Existem mulheres simples e bonitas", prega. 

Exatamente por suas interpretações passadas, não foi óbvia a escolha de Carolina para fazer Gina. Antes do início das gravações da trama de Walcyr Carrasco, a atriz foi chamada para viver a enfermeira Joana, personagem de Bel Kutner. Na última hora,  porém, os papéis foram trocados. "Quando soube, perdi o chão. Só quando li o texto da Gina, vi que ali estava a minha realização", jura. Estar longe do horário nobre há 10 anos – antes de Amor à Vida, a última aparição em novelas das nove havia sido em Mulheres Apaixonadas – é um fato que não incomodou Carolina. "Nunca tinha reparado nisso antes de me avisarem. Estar no horário nobre é ótimo por causa da visibilidade. Mas fiz tantos trabalhos bons e que me satisfizeram tanto, como as novelas da Elizabeth Jhin", garante, citando Escrito nas Estrelas (2010) e Amor Eterno Amor (2012). Para ela, estar trabalhando é o que mais importa. "Gosto de gravar, minha vida é isso. Quando pego um personagem, encaro ele como 'o' personagem. Então, nem saberia dizer qual eu mais gostei de fazer. O que mais gostei é o que eu estou fazendo", reflete, com bom humor.

Para interpretar a simples filha de Ordália, personagem de Eliane Giardini, Carolina fez dois tipos de preparação: uma interna e outra externa. Na primeira, se inspirou na história da Gata Borralheira. "Ela cuida da casa, do bar, dos irmãos e aceita tudo isso. Não é revolucionária e chega a ser quase invisível naquele cenário", opina. Já na outra, frequentou bares no subúrbio do Rio de Janeiro que eram comandados por membros de uma família. "Fiz um laboratório para ficar mais íntima da cozinha. E adicionei alguns elementos que acredito que fazem parte da vida da Gina. Como, por exemplo, cozinhar ouvindo música. Como ela é romântica, ouvi muito Roberto Carlos", conta, aos risos. Além disso, a atriz, que nasceu em Florianópolis, teve de ter um cuidado especial com o sotaque. "Minha preocupação era não carregar muito para não cair na comédia, no caricato. A intenção era dar a cara do lugar onde ela nasceu, mas sem perder a delicadeza", divide.

<p>Fiquei feliz em mostrar que posso fazer a pobretona, comemora a atriz</p>
Fiquei feliz em mostrar que posso fazer a pobretona, comemora a atriz
Foto: Pedro Paulo Figueiredo / Carta Z Notícias

O lado apagado de Gina, no entanto, vai dando lugar a uma mulher mais vaidosa e que não vive exclusivamente para a família. Apaixonada por Herbert, interpretado por José Wilker, a personagem vai, aos poucos, sofrendo uma grande transformação. Essa reviravolta, inclusive, era prevista pela atriz. "Tinham pensado em colocar um cabelo mais arrumadinho, uma maquiagem mais forte... Mas eu resisti. Assim, a mudança é mais surpreendente", garante. Nos próximos capítulos de Amor à Vida, o romance com Herbert fará com que Carolina desenhe uma trama solo de sua personagem. "Gina encontrou o amor. E eu, a chance de mostrar o meu trabalho", acredita.

Início prematuro

Carolina Kasting tem formação em balé clássico. Por isso, começou a frequentar os palcos cedo. Ainda adolescente, saiu de Florianópolis, onde morava com os pais, para dançar no conceituado Teatro Guaíra, em Curitiba, no Paraná. "Apesar de ser apaixonada pelo balé, minha ligação maior era com o palco", admite. O caminho para a atuação foi natural. Seu primeiro trabalho na Globo foi como o espírito de Valentina, em Anjo de Mim, novela exibida em 1996.  

Apesar do início ter sido na emissora, a atriz teve uma rápida passagem pela Manchete. Carolina protagonizou Brida, que acabou ficando sem um final – a emissora faliu durante a exibição da trama, em 1998. "Houve um momento de pânico. Mas acredito que, se a novela tivesse sido um sucesso, minha carreira teria sido diferente. Talvez, não teria voltado tão rápido para a Globo", analisa. Com o fim da Manchete, Carolina acabou regressando, onde fez duas participações até interpretar a Rosana de Terra Nostra, de 1999. "Tenho orgulho da minha história. Cheguei a um ponto de maturidade onde estou satisfeita comigo, consegui reunir uma obra bacana. E isso porque investi nessa profissão, deixei de fazer outras coisas para atuar", valoriza.

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Fonte: Terra
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