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Alexandre Borges relembra 20 anos de carreira: "sou profissional"

12 dez 2013 - 18h20
(atualizado às 18h26)
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Alexandre Borges tem uma carreira de 20 anos na TV e afirmou que mesmo quando interpreta um papel ruim, tem profissionalismo para seguir em frente. No ar em 'Alem do Horizonte' como o apaixonado Thomaz, ele afirmou que nunca recusou um papel, apenas quando não tinha tempo para se dedicar a um outro trabalho
Alexandre Borges tem uma carreira de 20 anos na TV e afirmou que mesmo quando interpreta um papel ruim, tem profissionalismo para seguir em frente. No ar em 'Alem do Horizonte' como o apaixonado Thomaz, ele afirmou que nunca recusou um papel, apenas quando não tinha tempo para se dedicar a um outro trabalho
Foto: PEDRO PAULO FIGUEIREDO/CARTA Z NOTÍCIAS / TV Press

Alexandre Borges encara a carreira de ator de forma pragmática. Sem firulas e esbanjando simpatia, ele completa 20 anos de carreira na TV sabendo que a grande maioria dos personagens apenas passa no vídeo. E que o importante é se divertir a cada trabalho. "Decoro textos, acordo cedo e sou profissional. É meu ofício e respeito meu contrato com a Globo. Algumas vezes sou surpreendido, em outras eu tento surpreender. Não me deixo abater por grandes sucessos ou por fracassos", contou o intérprete do apaixonado Thomaz, de Além do Horizonte. Escalado para reforçar o elenco adulto da atual trama das 19h, Alexandre assume que a estética cinematográfica e o estilo do texto de Carlos Gregório e Marcos Bernstein são uma novidade bem-vinda para a TV. "Faço novelas há muito tempo e acho que renovar e correr riscos é importante", analisou. 

Natural de Santos, litoral paulista, Alexandre mudou-se, aos 18 anos, para São Paulo, na ânsia de ganhar a vida como ator. Logo encontrou seu espaço no Centro de Pesquisa Teatral, grupo dirigido por Antunes Filho. Na TV, a estreia aconteceu como protagonista de Guerra Sem Fim, exibida pela extinta Manchete em 1993, onde fez par romântico com Julia Lemmertz – os dois casaram-se no mesmo ano e estão juntos até hoje. Em 1994, foi contratado pela Globo, onde participou da minissérie Incidente em Antares e, em seguida, de Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados. O bom desempenho chamou a atenção de Jorge Fernando e Silvio de Abreu, que o escalaram para uma participação em A Próxima Vítima, de 1995. "Foi tudo muito rápido, entrei no capítulo 100, a novela estava 'pegando fogo'", lembrou. Depois de passar por vários núcleos dentro da emissora e encarar papéis de diferentes forças, aos 47 anos, Alexandre se mostra orgulhoso da história que construiu dentro da televisão. "Sou comprometido com o que faço e respeito meus colegas de trabalho. Acho que isso faz muita diferença quando você está em um local que preza pela coletividade", ressaltou.

Alexandre Borges tem uma carreira de 20 anos na TV e afirmou que mesmo quando interpreta um papel ruim, tem profissionalismo para seguir em frente. No ar em 'Alem do Horizonte' como o apaixonado Thomaz, ele afirmou que nunca recusou um papel, apenas quando não tinha tempo para se dedicar a um outro trabalho
Alexandre Borges tem uma carreira de 20 anos na TV e afirmou que mesmo quando interpreta um papel ruim, tem profissionalismo para seguir em frente. No ar em 'Alem do Horizonte' como o apaixonado Thomaz, ele afirmou que nunca recusou um papel, apenas quando não tinha tempo para se dedicar a um outro trabalho
Foto: Arquivo TV Globo / Divulgação
TVPress – Cheia de mistério e pautada pela busca da felicidade, a trama de Além do Horizonte se distancia do estilo mais clássico dos folhetins. Isso o instigou a participar da produção?

Alexandre Borges – Com certeza. A novela fala de algo muito latente na sociedade atual, essa tática de romper com laços e compromissos já estabelecidos e ir na busca por novas motivações e satisfações. Todo mundo passa por isso em alguma época da vida. E meu personagem, embora esteja em um núcleo menos aventureiro, tem esse dilema todo ao se reaproximar do grande amor de sua vida. Ele está em um momento complicado, com o casamento em crise e acredita que está na hora de romper com tudo. A história dele dentro da trama é muito bem definida e me empolgou. Gosto do que está indo ao ar e olha que aceitei o convite sem nem saber ao certo o que eu iria fazer.

TVPress – Como assim?

Alexandre Borges – Waddington (Ricardo, diretor de núcleo) me ligou falando sobre a novela, que seria uma aposta arriscada da Globo para o horário das 19h e que gostaria muito que eu fizesse parte disso, mas que, infelizmente, naquele momento ele não tinha muitos detalhes do personagem para me dar (risos). Eu ri, pensei e aceitei o convite.

TVPress – Foi a primeira vez que você acertou sua participação em um trabalho sem saber nada sobre o personagem?

Alexandre Borges – Sempre me passam mais ou menos como o personagem é. Mas, dessa vez, não teve nada. No entanto, sou do tipo que não escolhe, sou sempre escolhido.

TVPress – Mas já recusou algum papel?

Alexandre Borges – Não que eu me lembre. Só nos casos onde eu não teria tempo para me dedicar à trama. Se, de repente, já estou com algum outro compromisso no teatro ou no cinema. Mas não é porque não quero, é apenas porque não teria condições. E a emissora entende isso. Sou um contratado e minha função é trabalhar. Deixo o destino comandar, acho que é o personagem que escolhe o ator.

TVPress – No caso de, ao longo do trabalho, você não gostar do papel, não é frustrante passar os nove meses de duração de uma novela fazendo algo que não o agrada?

Alexandre Borges – É bastante (risos). Mas aí você precisa ser profissional. Aí é que entra a vocação e o respeito que você tem pelo trabalho e pelos colegas que estão envolvidos. E novela é algo surpreendente até para quem está acostumado. No sucesso ou no fracasso, cada dia nos bastidores é único. A chegada de um novo roteiro pode fazer com que aquela história que estava ruim fique maravilhosa ou que o que estava "bombando" perca o sentido. É preciso ficar atento. Não se pode descansar nos "braços" do sucesso e muito menos se sentir derrotado nos momentos de crítica. Até o último capítulo tudo pode acontecer. E assim, mesmo sem escolher os trabalhos, me sinto um cara de sorte, tenho feito coisas muito divertidas.

TVPress – Você acha que diretores e autores já sabem no que você pode funcionar ou não?

Alexandre Borges – Exatamente. São pessoas que já conhecem meu trabalho, aí eu confio plenamente. A primeira vez que trabalhei com o Waddington foi em Laços de Família (2000), um trabalho que, de certa forma, me deu mais estabilidade dentro da Globo. Era uma novela bacana, onde eu pude reafirmar meu lado cômico e o meu personagem, Danilo, tornou-se muito popular. Muitos trabalhos depois, reencontrei com o Waddinton em Avenida Brasil (2012), que foi aquele estouro todo.

TVPress – A TV, geralmente, enquadra atores em perfis muito parecidos de personagens. Assim como o Cadinho de Avenida Brasil, o Thomaz também flerta com a comédia e é disputado por mais de uma mulher. Como você faz para não se repetir entre uma trama e outra?

Alexandre Borges – Acho que a mesma história pode ser contada diversas vezes de formas diferentes. Muda o olhar do autor, do intérprete e do diretor. É claro que já fiz personagens semelhantes, todo ator passa por isso. Mas, ao longo dos capítulos, você vai descobrindo coisas que, naturalmente, vão aumentando as diferenças. Ao mesmo tempo que em um belo dia você recebe uma ligação de alguém te chamando para fazer um Jacques Leclair da vida (do remake de Ti-ti-ti, de 2010) ou um sujeito complexo e dramático, como o Raul, de Caminho das Índias (2009). No caso do meu trabalho atual, acho que as comparações com o anterior são apenas teóricas. Na prática, são tipos bem diferentes.

TVPress – Por quê?

Alexandre Borges – Pelo modo como o trabalho se desenvolveu. A inspiração para o Thomaz veio de um processo muito pessoal, de uma busca interior. Nenhum personagem tinha me chamado a atenção para essa possibilidade de quebrar paradigmas. É claro que assisti a filmes, séries e li livros sobre o tema, mas, sobretudo, o personagem surgiu através das lembranças que tive dos momentos onde rompi o que estava vivendo para ir atrás de outras possibilidades. 

TVPress – Entre tantos personagens, você consegue eleger algum que represente uma ruptura artística dentro de sua carreira?

Alexandre Borges tem uma carreira de 20 anos na TV e afirmou que mesmo quando interpreta um papel ruim, tem profissionalismo para seguir em frente. No ar em 'Alem do Horizonte' como o apaixonado Thomaz, ele afirmou que nunca recusou um papel, apenas quando não tinha tempo para se dedicar a um outro trabalho
Alexandre Borges tem uma carreira de 20 anos na TV e afirmou que mesmo quando interpreta um papel ruim, tem profissionalismo para seguir em frente. No ar em 'Alem do Horizonte' como o apaixonado Thomaz, ele afirmou que nunca recusou um papel, apenas quando não tinha tempo para se dedicar a um outro trabalho
Foto: Arquivo TV Globo / Divulgação

Alexandre Borges – São muitos fatores que definem a importância de um papel dentro de uma trajetória. Estou na TV há exatos 20 anos. Fiz personagens maravilhosos em produções de repercussão restrita. Da mesma forma que tive papéis menores em tramas de muito sucesso. Tem um personagem que pouca gente lembra, o Plácido de Amazônia, de Galvez a Chico Mendes (2007), que me marcou muito. Era o retrato de um homem que existiu, um herói da história do Acre, um cara de uma importância enorme para o povo daquela região. O tipo de interpretação que me foi pedida, a caracterização e as gravações me revelaram um novo jeito de fazer tevê, algo mais próximo da arte mesmo.

TVPress – Você vem de uma safra de trabalhos de apelo bem popular na TV. É uma preferência sua?

Alexandre Borges – Não. Até porque é impossível prever o que se tornará popular ou não. Já tive personagens que antes da novela estrear eu achei que fossem ser um sucesso e nada aconteceu. E o legal é ser surpreendido. Por exemplo, acho que Ti-ti-ti, além de ter sido uma novela de êxito, me deu a chance de fazer algo muito inusitado. O Jacques era espalhafatoso, egocêntrico e mesmo assim fez muito sucesso com as crianças, um público relativamente novo para mim. Fiquei surpreso ao andar nas ruas e ser abordado por crianças cantando a música de abertura da novela para mim (risos).

Além do Horizonte – Globo – De segunda a sábado, às 19h20.

Tons dramáticos

A facilidade de Alexandre Borges para viver personagens de tintas cômicas é evidente. Basta rever cenas de trabalhos como Laços de Família, de 2000, e tramas mais recentes, casos de Ti-ti-ti e Avenida Brasil. No entanto, a carreira do ator começou a se desenvolver na Globo através de tipos mais densos, como o Luís Cláudio de Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados, de 1995, e, sobretudo, o inescrupuloso Bruno de A Próxima Vítima, novela exibida no mesmo ano. "Ainda não tinham visto que eu poderia fazer alguém rir. Mas gosto muito dessa primeira fase da minha carreira. Lembro de chegar no estúdio e só ver gente muito famosa e de quem eu era fã. Tinha de me policiar para não ser um tiete chato", entregou, aos risos.

A trama policial de Silvio de Abreu, inclusive, está sendo reprisada pelo canal pago Viva. E, de vez em quando, Alexandre se pega assistindo ao folhetim e avaliando seu desempenho. De tantas lembranças, ele recorda o frenesi em torno da gravação do último capítulo da trama, que revelaria a identidade do "serial killer" paulistano e as motivações do crime. "Meu personagem entrou na novela de forma muito estranha e tinha ares de suspeito. Estava chegando na emissora para gravar as cenas secretas e tinha seguranças e batedores na porta do estúdio. Foi uma comoção", contou.

Par em cena

Costumeiramente, Alexandre Borges reencontra seus antigos pares românticos de novelas em tramas recentes. Cláudia Raia é a vencedora dessa lista. Ambos já trocaram beijos em produções como Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados, As Filhas da Mãe, Belíssima e Ti-ti-ti, entre outras. Já em Além do Horizonte, ele reencontra Flávia Alessandra, intérprete de Heloísa, grande amor da vida de Thomaz. Em 2002, em O Beijo do Vampiro, os dois deram vida aos apaixonados Lívia e Rodrigo. Para o ator, o lado bom de bisar parcerias é não ter de forçar intimidade com alguém desconhecido. "A gente já criou afinidade, já é amigo. A possibilidade de agregar isso à cena é muito legal. É um prazer voltar a contracenar com a Flávia mais de uma década depois e ver o quanto a gente amadureceu como intérprete", analisou.

Trajetória Televisiva

# Guerra Sem Fim (Manchete, 1993) - Cacau.

# Incidente em Antares (Globo, 1994) - Padre Pedro Paulo.

# Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados (Globo, 1995) - Luis Cláudio.

# A Próxima Vítima (Globo, 1995) - Bruno.

# Quem é Você (Globo, 1996) - Afonso.

# Zazá (Globo, 1997) - Solano.

# Pecado Capital (Globo, 1998) - Nélio.

# Mulher (Globo, 1999) - João Pedro.

# A Muralha (Globo, 2000) - Guilherme.

# Laços de Família (Globo, 2000) - Danilo.

# As Filhas da Mãe (Globo, 2001) - Leonardo.

# O Beijo do Vampiro (Globo, 2002) - Rodrigo.

# Celebridade (Globo, 2003) - Cristiano.

# Belíssima (Globo, 2005) - Alberto.

# Amazônia - de Galvez a Chico Mendes (Globo, 2007) - Plácido de Castro.

# Desejo Proibido (Globo, 2007) - Escobar.

# Caminho das Índias (Globo, 2009) - Raul.

# Ti-ti-ti (Globo, 2010) - Jacques Leclair.

# Avenida Brasil (Globo, 2012) - Cadinho.

# Além do Horizonte (Globo, 2013) - Thomaz.

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Fonte: TV Press
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