'Me foi proibido veementemente': há 27 anos, Gloria Menezes enfrentou rejeição total como lésbica na Globo e autor deu final trágico à trama
Silvio de Abreu tentou quebrar tatu sobre lesbianismo em papel destinado para Gloria Menezes há 27 anos, mas não deu certo!
Aos 90 anos, Gloria Menezes é uma das atrizes mais importantes da sua geração, protagonista de diversas novelas marcantes da emissora, como, por exemplo, a inesquecível Laurinha Figueiroa de 'Rainha da Sucata'.
Dentre personagens excepcionais, carreira de Gloria quase ficou marcada por uma polêmica. Em 1998, a atriz viveria uma lésbica em 'Torre de Babel', mas o público rejeitou o papel, fazendo com que o autor, Silvio de Abreu, modificasse os destinos de vários personagens.
Conhecida pelo mistério da explosão de um shopping, 'Torre de Babel' também se destacou por abordar temas sociais relevantes, como o lesbianismo.
Na época, Silvio de Abreu ganhou carta-branca de Boni, diretor-geral da Globo, para criar conflitos necessários em histórias repletas de dramas sociais.
O autor, então, incluiu duas personagens lésbicas na novela, Leila e Rafaela, vividas por Silvia Pfeifer e Christiane Torloni. No entanto, o novelista confessou para Tony Goes, do canal Manual do Tempo, que o folhetim já sofria preconceito muito antes de começar.
A pedido da direção, o escritor retirou as personagens, matando-as na explosão do Shopping Center. "Diferente do que eu fiz em 'A Próxima Vítima', quando eu coloquei o personagem primeiro para o público descobrir e gostar, para depois dizer a sua orientação sexual… Desde a primeira cena da novela (Torre de Babel), já se sabia que elas eram um casal. Isso provocou uma grande revolta", explicou.
A ideia de Silvio de Abreu, inicialmente, era que a personagem...
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