Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ivo Müller faz médico antagonista em série de TV e protagoniza dois curtas

30 ago 2016 - 09h30
Compartilhar
Exibir comentários
Müller afirma: "Ator que não experimenta é como atleta que não se exercita". (Foto: Divulgação)
Müller afirma: "Ator que não experimenta é como atleta que não se exercita". (Foto: Divulgação)
Foto: Sala de TV

A partir do dia 11 de setembro, Ivo Müller será visto em Unidade Básica, série produzida pelo Universal Channel em parceria com a Gullane.

Inspirada em casos reais, a produção retrata o cotidiano em uma unidade básica de saúde. O elenco inclui também Caco Ciocler, Ana Petta, Vinicius de Oliveira, Carlota Joaquina e Bianca Müller.

Ivo participou das séries O Negócio, da HBO, e Gigantes do Brasil, do canal History. No cinema, atuou em filmes elogiados como Tabu, de Miguel Gomes (2012), e Califórnia, de Marina Person (2015).

O ator catarinense, de 38 anos, protagoniza dois curtas-metragens exibidos no 27º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo.

Em Pássaros na Boca, dirigido por Gustavo Ribeiro, Ivo interpreta Martin. Divorciado, o personagem tem o desafio de voltar a conviver com a filha adolescente na mesma casa, após um período de distanciamento. O roteiro é baseado em conto da escritora argentina Samanta Schweblin.

Já em Sugira Uma Alternativa Razoável, de Barbara Sturm, o artista surge em depoimento a respeito da relação entre a tecnologia e os sentimentos que podem ser despertados com seu uso, como as mensagens virtuais entre amigos.

Em entrevista ao blog, Ivo Müller detalha seu personagem em Unidade Básica e aponta as diferenças em atuar no cinema, na TV e no teatro.

Na série Unidade Básica, seu personagem, o cirurgião Flávio, defende o distanciamento emocional entre médicos e pacientes. Essa característica o apresenta quase como vilão. Como foi a construção do personagem? Fez 'laboratório' para se aproximar da realidade dos médicos?

Não creio que meu personagem seja um vilão, apenas um antagonista. Ele é médico dos grandes hospitais e isso, na dramaturgia, o coloca como contraponto ao Dr. Paulo (Caco Ciocler), um médico da Unidade Básica e profissional da medicina comunitária. Construí o personagem a partir das leituras do roteiro com a Ana Petta, que faz a Dra. Laura, noiva do Flávio, e que vai trabalhar na UBS. Meu personagem também representa a ligação dela com um ambiente burguês, de onde ela também veio. O 'laboratório' eu já havia feito muito antes de saber que faria a série, num tempo em que dividi apartamento com residentes de medicina.

Você atua em teatro, cinema e TV. Cada plataforma exige uma entrega diferente do ator?

Sem dúvida. O teatro exige muita entrega e segurança para fazer ao vivo e repetir muitas vezes como se fosse a primeira. No cinema, disponibilidade para esperar muito e estar pronto para o grande momento de capturar as imagens. Na TV é parecido com o cinema, mas existe o ritmo da indústria e isso exige muito de todos os envolvidos, inclusive dos atores. Mas o prazer de fazer é tão grande que nos divertimos e nos revigoramos depois de fazer uma cena em qualquer um destes meios.

A popularidade proporcionada pela televisão incomoda alguns atores mais ligados ao teatro e ao cinema. Como analisa as possibilidades da teledramaturgia no ofício do ator?

Não creio que a popularidade seja um problema. Acho que tem muita hipocrisia quando se fala mal da televisão. Na minha opinião, a popularidade de um artista, como reconhecimento, não deveria incomodar. O que incomoda é a invasão da privacidade, mas acredito que isso também depende de como cada um se expõe.

Os curtas possibilitam que o ator consiga maior experimentação?

O ofício do ator requer prática constante, sem todas as áreas de sua atuação. Ator que não experimenta, não pratica, é como atleta que não se exercita.

Para um ator como você, que transita entre curtas e longas, quais as maiores diferenças e vantagens de cada formato?

A principal diferença é o tempo que se tem para contar a história. Mas creio que não existe essa coisa de vantagens ou desvantagens. O curta é uma experiência de contar algo num tempo tempo muito reduzido, de 15, 20 minutos. Se, na arte do ator, coisas como a síntese e as sutilezas são importantes para ajudar a contar aquela história, no curta-metragem isso é  potencializado, pois muitas vezes você tem apenas poucos momentos da vida daquele personagem. Duas ou três cenas - é um grande exercício de comprimir o tempo. No longa temos mais cenas e mais tempo para desenvolver as complexidades.

Cartazes dos curtas com a participação de Ivo Müller (Fotos: Divulgação)
Cartazes dos curtas com a participação de Ivo Müller (Fotos: Divulgação)
Foto: Sala de TV
Sala de TV Blog Sala de TV -  Todo o conteúdo (textos, ilustrações, áudios, fotos, gráficos, arquivos etc.) deste blog e a obtenção de todas as autorizações e licenças necessárias são de total responsabilidade do colunista que o assina. As opiniões do colunista não representam a visão do Terra. Qualquer dúvida ou reclamação, favor contatá-lo diretamente no e-mail beniciojeff@gmail.com.
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade