Ibope da TV: N Sports vira febre durante a Copa e atinge altos índices de audiência na TV por assinatura
A Copa do Mundo 2026 tem um vencedor inesperado fora de campo: a N Sports.
O canal por assinatura, que transmite o Mundial em parceria com o SBT, virou febre entre os assinantes e alcançou a vice-liderança da TV fechada com os jogos da Seleção Brasileira.
Segundo o levantamento, a N Sports atingiu 35% do total de pessoas alcançadas por todas as emissoras que transmitem o torneio da Fifa no país, fatia expressiva para quem chegou à Copa como novata entre os grandes.
Audiência quatro vezes maior
O crescimento veio em curva ascendente conforme a competição avançou.
Na partida entre Brasil e Haiti, pela segunda rodada da fase de grupos, o canal registrou audiência quatro vezes maior que sua média no período pré-Copa.
Até então, o recorde da casa havia sido a transmissão da convocação da Seleção, em 18 de maio.
Os programas de cobertura também surfaram na onda: o "Vem Pro Jogo" e o "Balanço da Copa", exibidos em simulcast com o SBT, ocuparam as duas primeiras posições entre as dez maiores audiências da N Sports no período inicial do Mundial.
Parte do sucesso está na aposta multigeracional do canal, que juntou no mesmo time a tradição de Galvão Bueno — sócio da emissora e voz das transmissões — e nomes ligados ao público jovem, como Chico Pedrotti.
Nas redes, números de gente grande
O fenômeno se repete no digital. A N Sports registrou a segunda maior taxa de engajamento entre as emissoras esportivas do país, com 4,3%, atrás apenas do Desimpedidos, canal da NWB (mesmo grupo), que lidera com 5,3%.
Entre os dias 10 e 30 de junho, as cerca de mil postagens da N Sports somaram mais de 60 milhões de visualizações e 2,7 milhões de interações, segundo a plataforma Sprout.
Algumas publicações bateram recorde da emissora, com 13,3% de engajamento e mais de 4 milhões de visualizações no TikTok.
O Desimpedidos, aliás, merece capítulo próprio: com linguagem descontraída e ações como a expedição de Chico Pedrotti e Bolívia Zica pelo México durante a primeira fase, o canal fez 900 publicações nos primeiros 20 dias de Mundial, que geraram mais de 480 milhões de visualizações e 25 milhões de engajamentos.
O desafio daqui para frente
Vale o registro: os números divulgados cobrem o período em que o Brasil ainda estava vivo na Copa, a eliminação para a Noruega, nas oitavas, veio logo depois.
Sem a Seleção, o teste agora é manter o público fiel na reta final do torneio, que se encerra em 19 de julho, e transformar a audiência da Copa em legado.
O canal já mira o segundo semestre, com transmissões de torneios nacionais, internacionais e de outras modalidades além do futebol.
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