Ibope baixo, visibilidade em alta: Xuxa viveu um ano atípico
O auge passou, mas Xuxa continua a ser um dos artistas mais populares do país. A audiência de seu programa é desproporcional ao impressionante alcance midiático da apresentadora.
Em 2016, sua atração na Record teve média de 5.8 pontos, atrás do índice conquistado por outras estrelas do canal, como Rodrigo Faro (10 pontos), Gugu Liberato (9.7 pontos), Sabrina Sato (7.6 pontos) e Marcos Mion (7 pontos).
A própria Xuxa, numa entrevista à RedeTV!, admitiu a fase negativa: "Este ano foi fraco. Ainda bem que tenho saúde e um ano melhor está por vir".
Xuxa e a cúpula da Record estudam as mudanças necessárias - dia, horário e formato - para conseguirem melhor resultado no Ibope e, consequentemente, mais anunciantes.
Se na TV ela ainda precisa se acertar, não tem do que reclamar de 2016 em relação à imagem pública. Foi um ano de reinvenção, com bons resultados.
Ganhou pontos ao demonstrar autoironia inteligente no vídeo lançado em maio no canal Porta dos Fundos (mais de 11 milhões de visualizações).
Um segundo vídeo, postado em novembro, foi criticado pelo conteúdo violento (Xuxa é assassinada a tiros num assalto), mas serviu para suscitar a necessária discussão sobre idolatria cega e excesso de narcisismo nas redes sociais.
O retorno aos shows aconteceu com edições do 'XuChá - Chá da Xuxa'. Não faltou a mítica nave espacial e os espectadores ganharam surpresas, como paquitas drags.
Há um público fiel a aquela Xuxa dos anos 1980 e 90. Um filão comercial com potencial para oxigenar a carreira da 'rainha dos baixinhos', que completará 54 anos em março.
Outro momento midiático com sabor nostálgico aconteceu em junho, quando ela reviveu os tempos de modelo ao desfilar no Rio Moda Rio. A peruca loira cacheada e o look transparente com os seios em destaque repercutiram até no exterior.
Com quase 14 milhões de seguidores nas redes sociais, Xuxa lançou seu canal no YouTube. O número de inscritos e visualizações ainda é baixo na comparação com o de youtubers de sucesso. Melhor divulgação pode alavancar os vídeos sobre bastidores da carreira e vida pessoal.
Xuxa não precisa da TV para continuar a ser uma figura pública do primeiro time. Mas ela ainda dá muito peso ao veículo na condução de sua carreira. Com tantas possibilidades ao seu redor, talvez seja o momento de repensar essa estratégia.