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Gugu pede desculpas na TV por falsa reportagem do PCC

16 set 2003 - 08h58
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O apresentador Gugu Liberato foi ontem, 15/9, ao programa comandado por Hebe Camargo, também no SBT, para esclarecer a matéria, exibida no Domingo Legal do dia 7 de setembro, em que dois falsos integrantes do PCC ameaçaram o padre Marcelo Rossi, o vice-prefeito de São Paulo Hélio Bicudo e os apresentadores José Luís Datena, Marcelo Resende e Oscar Roberto de Godoy. Gugu responsabilizou a produção do programa pela matéria, mas defendeu o chefe de reportagem, o jornalista Wagner Mafezzoli, que foi afastado de seu cargo. "Se ele foi enganado, eu fui enganado por tabela."

Gugu Liberato (esquerda) é entrevista por Hebe Camargo (direta).
Gugu Liberato (esquerda) é entrevista por Hebe Camargo (direta).
Foto: SBT / Reprodução

Gugu se disse inocente e contou que não viu a matéria porque ela estava sendo editada minutos antes de entrar no ar. O apresentador disse que a produção de seu programa errou ao colocar no ar dois supostos criminosos e pediu desculpas aos colegas de profissão pela matéria. "Tenho muito respeito por todos. As pessoas não falam, mas eu disse no programa que me solidarizava com cada um. Fiquei perplexo com a entrevista", relembra o apresentador.

O apresentador defendeu o chefe de reportagem do programa. Gugu disse que o Wagner Mafezzoli trabalha em seu programa há oito anos e que o considera inocente até que se prove o contrário.

Em entrevista a Roberto Cabrini, na Bandeirantes, ainda na noite de ontem, Gugu disse que não acredita ser uma matéria forjada, mas que espera todos os detalhes para entender o que aconteceu. Na mesma entrevista, Gugu disse que o repórter Wagner Maffezoli foi afastado de seu cargo por um mês. Gugu afirmou também que Maffezoli irá "responder judicialmente" se for provado que a entrevista foi armada e que o repórter tinha conhecimento da fraude.

Em depoimento à polícia, o repórter negou a fraude, mas se reservou ao direito de preservar fontes, ou seja, não ofereceu detalhes sobre a entrevista.

Sobre a denúncia de que seu motorista e seu segurança - um major da Polícia Militar de São Paulo - teriam sido as pessoas contratadas para fazerem o papel de membros entrevistados do PCC, Gugu disse que teria reconhecido a voz das pessoas se fossem elas.

Datena, que também estava ao vivo no programa, disse ter aceitado as desculpas de Gugu já que todos são passíveis de erros. O apresentador aproveitou para dizer que se excedeu no ar em suas críticas a Gugu. O apresentador da Bandeirantes aproveitou para fazer uma "mea culpa", pois disse que muitas vezes as matérias são colocadas no ar sem muita apuração. Datena finalizou dizendo que não vai processar Gugu.

Investigação

A Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa de São Paulo deve convocar o repórter Wagner Maffezoli até o final da semana para depor a deputados da casa.

Na última sexta-feira, o repórter já prestou depoimento no Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado) e negou a fraude. Contudo, Maffezoli não revelou detalhes sobre os entrevistados, reservando-se ao direito de preservar as fontes.

Dois dias antes, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual abriu investigações sobre o caso. O procurador Luiz Antonio Marrey levantou a dúvida sobre a legitimidade das ameaças, questionando sobre a real origem dos supostos integrantes do PCC. Marrey afirma que o linguajar usado por eles não é comum a criminosos que passaram muito tempo detidos, como eles mesmos disseram.

Caso se descubra que se trata de uma farsa, a dupla deve ser indiciada por apologia ao crime. Caso realmente sejam do PCC, eles serão incriminados pela ameaça e por formação de quadrilha.

Se comprovada a fraude, o apresentador Gugu Liberato e o SBT também podem ser punidos.

Fonte: Terra
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