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Globo vira alvo de inquérito após reportagem polêmica sobre a Receita Federal em aeroporto

2 jul 2026 - 15h01
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MPF (Ministério Público Federal) instaurou um inquérito civil para investigar sérias suspeitas de irregularidades envolvendo o acesso de uma equipe de reportagem da Globo.

Foto: RD1

Profissionais da emissora carioca teriam entrado em uma área de segurança máxima e altamente restrita do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

A passagem pelo setor seria no setor para gravar, de forma exclusiva, a rotina de fiscalização e as apreensões da alfândega conduzidas por auditores da Receita Federal.

O material seria exibido em um programa jornalístico de projeção nacional.

De acordo com documentos oficiais obtidos com exclusividade pela coluna, o órgão aponta que o episódio ocorreu no dia 8 de abril.

A equipe da Globo teria burlado protocolos internacionais de aviação ao acessar o recinto sem passar pelos procedimentos obrigatórios de inspeção de segurança, como a revista rigorosa de mochilas e equipamentos eletrônicos.

PF alega que foi deixada no escuro e Receita Federal defende gravação

A gravidade do caso aumentou após a Polícia Federal se manifestar no processo.

A PF afirmou textualmente que foi deixada no escuro e não recebeu qualquer tipo de comunicado prévio sobre a presença dos jornalistas da Globo na área alfandegária.

Por outro lado, o superintendente da Receita Federal no Rio de Janeiro, Claudiney Cubeiro dos Santos, enviou esclarecimentos ao Ministério Público defendendo a legalidade da gravação.

O chefe do órgão garantiu que as filmagens foram devidamente autorizadas interna e juridicamente pelos servidores, respaldadas pelas normas constitucionais vigentes.

Procurada pela reportagem para comentar o avanço das investigações, a assessoria do Plim Plim alegou que a emissora ainda não foi formalmente notificada pelo MPF.

Em nota, a empresa garantiu idoneidade: "A equipe de jornalismo da Globo que esteve no aeroporto na data em questão cumpriu todos os protocolos dos órgãos competentes para realização da reportagem".

Guerra de egos: Disputa entre PF e Receita Federal já barrou reality show de sucesso

Esta não é a primeira vez que as câmeras de TV provocam faíscas e uma autêntica crise institucional no Galeão.

Em janeiro deste ano, a Polícia Federal bateu de frente com os auditores e proibiu terminantemente que a equipe de produção do aclamado reality documental Aeroporto: Área Restrita filmasse a rotina de inspeção de passageiros.

O veto gerou um forte atrito de bastidores. Os agentes da Receita Federal batem o pé e alegam que a PF não possui atribuição legal para ditar quem entra ou sai das zonas de alfândega.

Já a corporação policial rebate afirmando que, por lei, detém o monopólio da segurança aeroportuária nacional, o que engloba obrigatoriamente os recintos de fiscalização de bagagens.

Além da Globo, a lupa do Ministério Público Federal foi ampliada para investigar outros possíveis abusos no Galeão.

Policiais civis, funcionários da Receita e servidores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também são alvo por supostamente circularem em terminais restritos sem o devido credenciamento aeroportuário.

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