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Doença, demissão e morte deixam a Globo com três grandes ausências na equipe da Copa

Profissionais que ajudaram a construir a memória dos Mundiais na TV fazem falta nas transmissões

27 jun 2026 - 06h29
(atualizado às 06h29)
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Para quem acompanha as Copas há algumas décadas, a edição de 2026 pode causar certo estranhamento.

Além da novidade representada pelo fenômeno da CazéTV e a discussão sobre a onipresença das bets, chama atenção a ausência de personagens familiares ao público. 

Três deles ajudaram a escrever a história da cobertura das Copas pela Globo.

Luis Roberto, Cléber Machado e Leo Batista: jornalistas que colaboraram para a memória do público brasileiro das Copas
Luis Roberto, Cléber Machado e Leo Batista: jornalistas que colaboraram para a memória do público brasileiro das Copas
Foto: Fotomontagem: Sala de TV (Fotos: Divulgação/TV Globo)

Luis Roberto - Seria a primeira Copa como narrador número 1 da emissora após a saída de Galvão Bueno. 

Quis o destino que, pouco mais de dois meses antes da bola rolar, ele recebesse o diagnóstico de neoplasia na região cervical.

Otimista, o jornalista começou imediatamente o tratamento. Completou 65 anos no fim de maio, longe da TV e focado no tratamento para a cura.

Cléber Machado - Outro drible do destino. Demitido da Globo em março de 2023, teve rápida passagem pela Record e, na sequência, foi contratado pelo SBT.

Um ano depois, voltou à Record. Com isso, perdeu a chance de narrar os jogos do pacote da Copa comprado pelo canal da família Abravanel.

Aos 64 anos, faz uma cobertura atípica do Mundial, como apresentador do ‘Esporte Record’, no estúdio do canal em São Paulo.

Leo Batista - Atuou na equipe esportiva da Globo de 1970 até sua morte em janeiro de 2025, aos 92 anos.

Esteve presencialmente em alguns Mundiais. Nas últimas edições, gravava locuções de melhores momentos e fazia aparições especiais em programas da casa.

Tornou-se uma espécie de oráculo, querido e respeitado por várias gerações de jornalistas apaixonados por futebol.

Luis Roberto, Cléber Machado e Léo Batista deixam uma lacuna porque suas vozes e imagens fazem parte da memória afetiva de quem acompanha as Copas pela televisão.

Como tudo na vida, esse saudosismo vai passar.

Fica a nossa torcida para que Luis Roberto e Cléber Machado voltem a narrar na Copa de 2030.

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