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Gabriel Rolón, psicólogo: 'Podemos alcançar a 'faltacidade', a mistura de falta e felicidade, que é uma felicidade em falta'

Entenda o que as palavras do psicólogo Gabriel Rolón mostram sobre a felicidade sem a dependência de alguém

16 out 2026 - 19h22
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Resumo
O psicólogo Gabriel Rolón propõe o conceito de "faltacidad", união entre falta e felicidade, defendendo que é possível encontrar satisfação mesmo convivendo com dores, ausências e feridas. Segundo ele, a felicidade plena não existe e a vida não precisa ser perfeita para ter sentido. O especialista alerta ainda que buscar a realização no passado é uma fuga que impede a responsabilidade de viver o presente, reforçando que aceitar as faltas da existência é essencial para desfrutar o agora.
Fabia (Flavia Alessandra), de 'Quem ama cuida', prova que não sente falta de homem após a separação.
Fabia (Flavia Alessandra), de 'Quem ama cuida', prova que não sente falta de homem após a separação.
Foto: Divulgação/TV Globo / Purepeople

Será que é possível ser feliz mesmo quando algo ou alguém faz falta? Para o psicólogo e escritor argentino Gabriel Rolón, a felicidade não precisa significar uma vida completa, sem dores ou ausências. 

Ao mesmo tempo, ela pode surgir justamente quando aprendemos a conviver com aquilo que nos falta, sem permitir que essa ausência determine todos os nossos passos.

Em entrevista ao jornal La Nación, Rolón compartilhou uma reflexão sobre a maneira como as pessoas lidam com o tempo e com as próprias escolhas. 

"Sempre tive a impressão de que a vida deixa de ter sentido quando alguém começa a procurar a felicidade no passado", afirmou. 

Para o especialista, refugiar-se constantemente em lembranças pode se transformar em uma forma de evitar a responsabilidade de viver bem o presente. A ideia está ligada a um conceito que ele próprio propõe: 'faltacidad', um neologismo que combina falta e felicidade. 

A palavra descreve a possibilidade de experimentar momentos felizes mesmo sem eliminar as dores, as feridas e as ausências que fazem parte da existência. Nas palavras do psicólogo, "a felicidade não existe; existe apenas a 'faltacidad'. Uma felicidade capaz de abarcar todas as deficiências, ausências, dores e feridas".

A proposta não significa que a tristeza deva ser ignorada ou que seja necessário aceitar situações que fazem mal. Trata-se de reconhecer que a vida não precisa estar perfeitamente resolvida para que seja possível encontrar satisfação.

A reflexão sobre a 'faltacidade' na novela d...

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