Demissões na TV provam que tempo de casa e bom desempenho não garantem emprego
Cortes recentes ampliam o clima de insegurança nas redações das emissoras
A demissão da repórter Gabriela França surpreendeu a equipe do ‘Hoje em Dia’, da Record. Ela tinha ótima avaliação interna. Tanto que conquistou a oportunidade de apresentar uma edição do programa.
O desligamento seria consequência de mudanças na cúpula do jornalismo e uma ordem para reduzir custos na redação.
Na Record Guaíba, no Rio Grande do Sul, a demitida foi Simone Santos. Em 19 anos no canal, ela participou de diferentes telejornais. Ultimamente, comandava o noticiário das 19h.
Na cobertura do entretenimento, recente a saída de Jan Rios do ‘TV Fama’, da RedeTV!, também produziu espanto, já que ele estava entre os repórteres mais populares e produtivos.
Esses três casos reforçam a sensação de instabilidade a quem trabalha na televisão, seja diante das câmeras ou nos bastidores.
Longo tempo de casa e aprovação popular não são garantia de emprego.
Da noite para o dia, tudo pode mudar devido à chegada de um novo chefe, uma redução na equipe por economia ou uma nova estratégia editorial.
Diante desse cenário, cresce entre jornalistas de TV a certeza da necessidade de ter um plano B para não ficar tão vulnerável.
Produzir conteúdo monetizável para as próprias redes sociais ou a terceiros se tornou uma prática adotada por vários profissionais em busca de autonomia.