Demissão de Joanna de Assis expõe dificuldade para mulheres 40+ permanecerem na cobertura esportiva na TV
As jornalistas parecem ser alvo de um cruel ‘prazo de validade profissional’ que não afeta os homens
Larissa Erthal demitida da Record em 2024.
Fabíola Andrade dispensada da Globo/SporTV em 2025.
Joanna de Assis desligada da Globo/SportTV em 2026.
Em comum, as três atuavam na cobertura esportiva. E passaram dos 40 anos.
Há outros casos semelhantes.
Basta uma pesquisa rápida para constatar que as mulheres são minoria entre os jornalistas esportivos na televisão e, entre elas, poucas ‘sobrevivem’ no ar após entrar na maturidade.
Já os homens mais velhos ganham status de autoridade, especialmente quando falam de futebol.
São vários com mais de 60 e 70 anos com lugar de destaque diante das câmeras.
Não há confirmação de que Joanna de Assis tenha sido demitida, após 20 anos, em razão do avanço da idade.
Mas é impossível não considerar esse fator.
Veículos de imprensa apontaram que o SporTV pretende fazer uma “renovação” no elenco.
O que se entende por renovar?
Talvez colocar gente entre 20 e 30 anos que não tenha rugas, cabelos brancos e não precise de óculos de grau?
Especulação à parte, as jornalistas veteranas que se veem desempregadas enfrentam barreiras para se recolocar em grandes emissoras.
O salário alto resultante da ampla experiência profissional pesa.
O etarismo também.
Algumas migram para o entretenimento. Outras vão para a internet. Teve quem desistiu da comunicação depois de vários ‘nãos’.
Assim, a cobertura televisiva dos esportes fica cada vez mais masculina e mais jovem.
E menos representativa de uma população na qual as mulheres com mais de 40 anos estão entre as faixas etárias mais numerosas.
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