Cassio Scapin: "só reviveria o Nino se ele ficasse mais velho"
O ator Cassio Scapin esteve nos estúdios do Terra TV nesta sexta-feira (10) e disse que não vê problemas em ser reconhecido até hoje pelo personagem Nino, do Castelo Rá-Tim-Bum, mas que só voltaria a revivê-lo se ele "envelhecesse". "O Nino foi um personagem muito importante para a minha carreira. Ele criou uma geração de adultos, muita gente que me vê hoje no teatro me via no Castelo Rá-Tim-Bum. Ele serviu para a formação de uma plateia inteligente", disse o ator. "Foi uma coisa muito importante, mas que passou. Só faria de novo se o Nino ficasse mais velho, mas do jeito que era não", completou ele. O Castelo Rá-Tim-Bum era um programa infantil transmitido pela TV Cultura.
Atualmente Cassio vive o filósofo francês Denis Diderot na peça O Libertino, dirigida por Jô Soares e em cartaz em São Paulo. "Comprei os direitos, apresentei para o Jô. Ele ficou encantado e aceitou dirigir o espetáculo, o que me deixou muito feliz", conta ele.
Na entrevista, o ator contou por que gosta de comédias e fez críticas ao humor "escrachado". "A comédia me cai bem. Mas é importante que um texto de comédia seja temperado. Além de fazer rir, tem de buscar um ladinho sensível, real e até com uma certa ponta de dramaticidade. O humor tem de ser inteligente. Hoje vivemos um período em que o humor é voltado á degeneração do outro. Eu prefiro degenerar a mim mesmo antes de degenerar o outro", disse ele.
Contratado da TV Record, Cassio disse ainda que acha "muito difícil" fazer novela. "É um trabalho árduo, longo e diário. Minissérie é mais fácil por não ser uma obra aberta. Novela requer do ator uma prontidão e disposição ao trabalho 24 horas por dia", afirmou ele, que fez Mutantes e Ribeirão do Tempo, além de trabalhos na Globo e no SBT.
O Libertino está em cartaz no Teatro Cultura Artística Itaim, de quinta a domingo. Além de Cassio, o elenco conta com Luciana Carnieli, Luiza Lemmertz, Erica Montanheiro,Tânia Casttello e Daniel Warren. Os ingressos custam entre R$ 40 e R$ 60.