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Resultados previsíveis e ativismo explicam queda do Oscar

Prêmio se tornou politicamente correto demais para milhões de americanos

7 mar 2018
11h35
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A 90ª edição do Oscar, transmitida no domingo (4), teve a pior audiência da história do mais importante e badalado prêmio de Hollywood.

Com duração de 3 horas e 40 minutos, a cerimônia exibida no canal ABC registrou média de 26,4 milhões de telespectadores. Quase 7 milhões de pessoas a menos diante da TV do que em 2017.

A atriz Hellen Mirren diante das estatuetas entregues na 90ª edição do Oscar.
A atriz Hellen Mirren diante das estatuetas entregues na 90ª edição do Oscar.
Foto: Reprodução/Facebook @theacademy

Para efeito de comparação, um capítulo da novela ‘O Outro Lado do Paraíso’ chega a atrair 9 milhões de brasileiros somente na Grande São Paulo.

Ao consideramos a audiência em todo o Brasil, o folhetim da Globo mobiliza mais público do que o Oscar nos Estados Unidos.

Donald Trump, alvo preferencial de boa parte da classe cinematográfica, deitou e rolou com o recorde negativo do prêmio.

“Mais baixa audiência do Oscar na história. O problema é que não temos mais estrelas – exceto o seu presidente (brincadeira, é claro)”, debochou o republicado no Twitter.

Um dos motivos do desinteresse de tantos telespectadores pode ser a previsibilidade. Premiações ocorridas no início do ano, como o Globo de Ouro e o SAG (Sindicato dos Atores), indicaram os prováveis ganhadores da estatueta dourada.

Quando o Oscar entrou no ar, todo mundo já sabia quem venceria como Melhor Ator (Gary Oldman por ‘O Nascimento de Uma Nação’), Melhor Atriz (Frances McDormand por ‘Três Anúncios para um Crime’), Melhor Ator Coadjuvante (Sam Rockwell por ‘Três Anúncios para um Crime’) e Melhor Atriz Coadjuvante (Allison Janney por ‘Eu, Tonya’).

Era certa também a vitória de Guillermo del Toro como Melhor Diretor por ‘A Forma da Água’. Ou seja, havia pouca expectativa – e, portanto, menos entusiasmo em assistir a interminável cerimônia.

Outro fator que certamente espantou parte do público foi o domínio de militantes de causas sociais. Assistimos ao Oscar mais politicamente correto já visto.

O palco virou palanque contra o assédio sexual, pela equidade entre gêneros, a favor dos negros, por maior visibilidade aos artistas transexuais e pelo combate ao conservadorismo.

Filosofia esta (ideologia, na opinião de muitos) abraçada por milhões de americanos comuns. Pela audiência em queda, é possível afirmar que muitos destes conservadores mudaram de canal por não concordar com o liberalismo defendido pelas estrelas democratas.

O Oscar deixou de ser apenas um programa de TV cheio de glamour palatável a qualquer pessoa.

Virou uma atração politizada e, como tal, passou a desagradar quem não concorda com as bandeiras e ideias defendidas na transmissão do prêmio.


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