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Meme debocha das várias raças de Antonelli nas novelas

Atriz-curinga da Globo suscitou críticas por supostamente atrapalhar a representatividade étnica na teledramaturgia

26 set 2020
13h57
atualizado às 13h57
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O perfil cômico e de ativismo negro @wpeopleproblems (Problemas de pessoas brancas) postou uma montagem que gerou centenas de comentários e compartilhamentos. 

Giovanna Antonelli aparece em quatro versões raciais: árabe (Jade de O Clone), branca (Bárbara em Da Cor do Pecado), japonesa (Alice de Sol Nascente) e negra (Luzia/Ariella em Segundo Sol).

O sarcasmo viralizado: Giovanna Antonelli é a atriz mais multirracial da televisão brasileira
O sarcasmo viralizado: Giovanna Antonelli é a atriz mais multirracial da televisão brasileira
Foto: Reprodução

O humor foi usado para fazer uma crítica à falta de diversidade entre protagonistas de novelas da televisão em geral e, especialmente, na Globo.

Carioca descendente de italianos e portugueses, Antonelli possui fenótipo adaptável a várias origens étnico-raciais. Com isso, ela se tornou a mais versátil atriz da emissora, capaz de assumir personagens de genealogias distintas.

As citações de Giovanna como japonesa e negra merecem explicação. Na verdade, o papel principal de Sol Nascente seria de Danni Suzuki, neta de imigrantes nipônicos. A direção da trama decidiu trocá-la por Antonelli.

Essa mudança fez a personagem Alice deixar de ser oriental e se tornar filha adotiva em uma família de origem japonesa. Tal alteração repercutiu mal na imprensa e gerou protestos de atores com ascendência no Japão.

Recentemente, Danni Suzuki desabafou a respeito da perda daquele que poderia ter sido o papel de sua vida na TV, já que havia sido escrito especialmente para ela.

Em Segundo Sol, o núcleo baiano era formado por maioria de atores brancos, enquanto negros e pardos são 80% da população do maior estado do Nordeste.

Na primeira fase, Giovanna Antonelli surgiu bronzeada ao viver uma marisqueira sempre exposta ao sol, mas nem de longe poderia representar a melanina predominante na Bahia com forte herança étnica e cultural dos escravos africanos que ali viveram.

Na época, a direção do folhetim sofreu questionamento sobre a incoerência no elenco. A emissora divulgou uma nota: “Os critérios de escalação de uma novela são técnicos e artísticos. A Globo não pauta as escalações de suas obras por cor de pele, mas pela adequação ao perfil do personagem, talento e disponibilidade do elenco. E acredita que esta é a forma mais correta de fazer isso”.

Essa argumentação serviu tão somente para tergiversar. Ninguém engoliu a falta de diversidade racial na produção. A pressão surtiu efeito: vários atores negros apareceram em participações especiais ao longo da novela. 

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