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Frota vai de coadjuvante na TV a político midiático

O ex-participante de reality shows e filmes pornôs agora é bajulado por partidos interessados em seu protagonismo na imprensa

16 ago 2019
12h06
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Dois desejos exibicionistas assanham boa parte dos políticos brasileiros: ser entrevistado nas Páginas Amarelas da revista Veja e ficar no centro da arena do programa Roda Viva.

Atuação política rende a Alexandre Frota mais elogios do que suas performances na TV
Atuação política rende a Alexandre Frota mais elogios do que suas performances na TV
Foto: Twitter / Reprodução

Em apenas seis meses na estreia como deputado federal, Alexandre Frota realizou a primeira façanha numa edição de julho da publicação da Editora Abril.

A outra conquista está agendada para segunda-feira (19), quando será sabatinado ao vivo na atração jornalística da TV Cultura.

Há um ano seria difícil acreditar que ele conquistaria 150 mil votos com uma campanha baseada nas redes sociais e se tornaria um dos parlamentares mais atuantes no plenário da Câmara e nos bastidores do poder em Brasília.

A trajetória de Frota na TV começou no início da década de 1980, quando fez algumas novelas e minisséries na Globo. Atuou também na teledramaturgia da extinta TV Manchete, do SBT, Band, RecordTV e RedeTV.

A popularidade aumentou ao participar da primeira edição do reality show Casa dos Artistas, no canal de Silvio Santos.

Destacou-se em atrações do gênero também na emissora TVI, em Portugal. Nos últimos anos, comandou programas de pouca repercussão na Rede Brasil.

Em 2004, o ator surpreendera a todos ao assinar contrato com uma produtora de filmes pornôs. Estrelou várias produções ao lado de mulheres e travestis. Em uma delas contracenou com a ex-chacrete Rita Cadillac.

Goste-se ou não dele, é inegável sua capacidade de se reinventar. Camaleônico, o veterano Alexandre Frota, 55 anos, consegue se adequar à situação para sobreviver como artista.

A política nada mais é do que uma intensa encenação. Há tanto teatro ali quando nos palcos. Os políticos de maior projeção na mídia são verdadeiros personagens de si mesmos com a ambição de convencer a plateia de eleitores.

Ideologias à parte, Frota mostra não estar no Congresso para fazer figuração nem papel de bobo. De aliado de Jair Bolsonaro se tornou agora um desafeto do presidente.

Acabou expulso do PSL. Antes disso já havia sido cortejado por partidos interessados em sua capacidade de gerar publicidade espontânea.

Nunca foi um ator renomado, mas em pouco tempo conseguiu — em razão da verborragia e da ausência de autocensura — ser um dos protagonistas do show político que entretém milhões de telespectadores e usuários de redes sociais.

Se a política brasileira fosse uma novela, Frota teria um dos papéis principais. Herói ou vilão? Só o tempo dirá.

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