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Felipe Neto no JN tem relação com ataques de ódio a Bonner

Youtuber mais politizado do Brasil e o principal âncora da Globo são alvos de intimidação e ofensas

31 jul 2020
09h24
atualizado às 09h24
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A reportagem com Felipe Neto no Jornal Nacional de quinta-feira (30) não foi simplesmente uma matéria, e sim uma espécie de posicionamento editorial. Por meio das falas do youtuber atingido por campanha difamatória, a Globo reforça a disposição de combater notícias falsas, ultrajes, ameaças e hostilidades que afetam também alguns jornalistas da emissora — principalmente o mais influente deles, William Bonner.

William Bonner e Felipe Neto estão entre os famosos mais ameaçados na internet
William Bonner e Felipe Neto estão entre os famosos mais ameaçados na internet
Foto: Reprodução

A reportagem de 6 minutos (duração acima do habitual em telejornais), conduzida por Helter Duarte, destacou as fake news propagadas na internet com o objetivo de desmoralizar o influenciador digital. A mais recente, e talvez mais grave, foi um post falso que mostra Felipe Neto fazendo apologia da pedofolia.

A matéria mostrou a existência de coação fora da web, como um protesto com carro de som na entrada do condomínio onde o youtuber mora, na Barra da Tijuca, no Rio. “Virem atrás de mim, dentro da minha casa, é um nível de perseguição que eu não imaginei que aconteceria. Sabe aquele vilão de novela, que você fala assim: não existe na vida real? Mas existe. Ele está aí, ele acontece. E eu estou vendo agora na prática até onde as pessoas são capazes de ir”, disse Felipe.

O JN afirmou que a opressão ao influencer aumentou após o jornal The New York Times postar um vídeo no qual ele critica o presidente Jair Bolsonaro pela gestão da pandemia de covid-19 no País. “Discorde de mim, me questione, exponha erros que eu tenha cometido ou possa ter falado. Mas não minta. Não tente atacar com ódio, com raiva e com vontade de arruinar a vida da pessoa", pediu o influenciador. "Porque o que está acontecendo comigo hoje, pode amanhã acontecer com você que está fazendo isso, pode acontecer com alguém da sua família, pode acontecer com qualquer pessoa do país."

Aconteceu com William Bonner, âncora e editor-chefe do JN. Atacado tanto por simpatizantes da direita quanto da esquerda, especialmente por bolsonarista e lulistas, o jornalista não suportou o clima tóxico em suas redes sociais. Excluiu a conta no Instagram e parou de postar no Twitter. Recentemente, voltou ao microblog apenas para denunciar uma fraude usando o nome de seu filho e ameaças feitas por alguém que obteve dados sigilosos de alguns parentes. "O que é isso senão a maldade?", disse Bonner ao comentar a onda de fake news e as tentativas de destruição de biografias na internet brasileira.

Assim como Felipe Neto, o principal apresentador de telejornal da Globo deixou de ter o direito de ir e vir livremente. Passou a evitar aparições públicas depois de episódios de hostilidade. Foi xingado e provocado. Cumpre distanciamento social muito antes do início da crise provocada pelo novo coronavírus. Na matéria do Jornal Nacional, Felipe Neto representou não somente a ele próprio, mas também Bonner. A exposição do drama vivido pelo youtuber refletiu a aflição enfrentada pelo âncora atrás das câmeras. Neste caso, qualquer semelhança não é mera coincidência.

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