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Quem são as autoras com livros na lista da Fuvest 2026? Conheça as obras obrigatórias

A lista de livros obrigatórios para o vestibular 2026 da Fuvest é composta inteiramente por escritoras lusófonas

19 nov 2025 - 15h28
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A lista de obras obrigatórias para a Fuvest 2026 é composta 100% por livros escritos por mulheres. Estão na lista nomes como as brasileiras Conceição Evaristo, Lygia Fagundes Telles (1918-2022), Julia Lopes de Almeida (1862-1934) e Rachel de Queiroz (1910-2003); a luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida; a portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) e a moçambicana Paulina Chiziane.

'Opúsculo Humanitário' - Nísia Floresta (1810-1885)

Considerada a primeira educadora e jornalista feminista do Brasil, a potiguar Nísia Floresta denunciou injustiças cometidas contra negros escravizados e contra os indígenas brasileiros. Publicada em 1853, a coletânea Opúsculo Humanitário reúne artigos da autora na forma de ensaios voltados à condição feminina e à educação das mulheres no Brasil do século 19. A obra defende que o progresso de uma sociedade depende da instrução formal e moral das mulheres, criticando o padrão educacional restrito à domesticidade e propondo reformas pedagógicas mais amplas.

'Nebulosas' - Narcisa Amália (1852-1924)

A poeta, tradutora e professora fluminense Narcisa Amália participou ativamente do cenário literário do século 19. Sua produção é marcada pela defesa da emancipação feminina e pela denúncia de desigualdades sociais. Em Nebulosas, publicado em 1872, estão poemas de tom lírico e social que exploram temas como a natureza, a condição feminina, a causa republicana e a abolição da escravidão.

Capa do livro ‘Nebulosas’, de Narcisa Amália
Capa do livro ‘Nebulosas’, de Narcisa Amália
Foto: Editora Principis/Divulgação / Estadão
  • Em domínio público, o livro foi publicado por várias editoras (160 págs; a partir de R$ 24,90; R$ 9,50 o e-book)
A escritora abolicionista Júlia Lopes de Almeida
A escritora abolicionista Júlia Lopes de Almeida
Foto: Arquivo Nacional/Divulgação / Estadão

'Memórias de Martha' - Julia Lopes de Almeida (1862-1934)

A também fluminense Júlia Lopes de Almeida publicou contos, romances e peças de teatro, tendo como uma de suas preocupações centrais as protagonistas femininas e as tensões de gênero e de classe. Em 1899 lançou Memórias de Martha, romance que mostra as transformações sociais no Brasil no fim do século 19 ao narrar, em primeira pessoa, a trajetória da personagem-tema Martha, desde sua infância em um cortiço no Rio de Janeiro, passando pelas adversidades da juventude e o ingresso no magistério como via de ascensão social. A trama mostra ainda os dilemas de casamento por conveniência e perdas pessoais.

Capa do livro ‘Memórias de Martha’, de Julia Lopes de Almeida
Capa do livro ‘Memórias de Martha’, de Julia Lopes de Almeida
Foto: Editora Via Leitura/Divulgação / Estadão
  • Em domínio público, o livro foi publicado por várias editoras (80 págs.; a partir de R$ 31,90; R$ 5 o e-book)
Rachel de Queiroz em 1980. A escritora foi a primeira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras
Rachel de Queiroz em 1980. A escritora foi a primeira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras
Foto: Carlos Chicarino/Estadão / Estadão

'Caminho de Pedras' - Rachel de Queiroz (1910-2003)

Primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras, em 1977, a cearense Rachel de Queiroz foi escritora, jornalista e tradutora, integrante da geração modernista de 1930. Sua obra retrata o Nordeste, as secas, o coronelismo e a condição feminina. Em Caminhos de Pedras, publicado em 1937, a autora apresenta Noemi, esposa de um ex-comunista, que mantém um casamento estável até o envolvimento com Roberto desencadear conflitos pessoais, sociais e políticos. A história ambienta-se no contexto do Brasil da Era Vargas e analisa autonomia feminina, desejo e a moral vigente.

Capa do livro ‘Caminho de Pedras’, de Rachel de Queiroz
Capa do livro ‘Caminho de Pedras’, de Rachel de Queiroz
Foto: Editora José Olympio/Divulgação / Estadão
  • Editora: José Olympio (176 págs.; R$ 54,90; R$ 34,90 o e-book; R$ 34,99 o audiolivro)
A poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen
A poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen
Foto: Fernando Lemos/Companhia das Letras/Divulgação / Estadão

'O Cristo Cigano' - Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)

Primeira mulher portuguesa a ganhar o Prêmio Camões, em 1999, Sophia de Mello Breyner Andresen foi uma poeta reconhecida por sua voz lírica e engajamento cultural. Em 1961, sob influência e inspirada pelo brasileiro João Cabral de Mello Neto, publicou O Cristo Cigano, que aborda a figura de Cristo em diálogo com a marginalidade representada pelo cigano. Os 12 poemas reunidos na obra narram a história de um cigano que foi morto para que servisse de modelo para um artista esculpisse a imagem de Cristo crucificado.

Capa do livro ‘O Cristo Cigano’, de Sophia de Mello Breyner Andresen
Capa do livro ‘O Cristo Cigano’, de Sophia de Mello Breyner Andresen
Foto: Editora Companhia das Letras/Divulgação / Estadão
  • Editora: Companhia das Letras (109 págs.; R$ 49,90; R$ 29,90 o e-book)
A escritora Lygia Fagundes Telles em 2007
A escritora Lygia Fagundes Telles em 2007
Foto: Nilton Fukuda/Estadão / Estadão

'As Meninas' - Lygia Fagundes Telles (1918-2022)

Reconhecida por seus contos e romances que exploram subjetividade, gênero, urbanidade e a condição feminina moderna, a imortal da Academia Brasileira de Letras Lygia Fagundes Telles é autora de As Meninas, de 1973. A trama do romance se desenrola em um pensionato em São Paulo, onde três jovens universitárias, Lorena, Lia e Ana Clara, constroem amizade em meio às tensões políticas dos anos 1970. A narrativa examina identidade, sexualidade e engajamento político feminino sob um regime autoritário.

Capa do livro ‘As Meninas’, de Lygia Fagundes Telles
Capa do livro ‘As Meninas’, de Lygia Fagundes Telles
Foto: Editora Companhia das Letras/Divulgação / Estadão
  • Editora: Companhia das Letras (304 págs.; R$ 89,90; R$ 12,90 o e-book)
A moçambicana Paulina Chiziane na Bienal do Livro de São Paulo
A moçambicana Paulina Chiziane na Bienal do Livro de São Paulo
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

'Balada de Amor ao Vento' - Paulina Chiziane

Ganhadora do Prêmio Camões em 2021, Paulina Chiziane foi a primeira mulher moçambicana a publicar um romance. Suas obras exploram gênero, etnia e herança literária africana em português. Em 1990, publicou Balada de Amor ao Vento, romance que narra os amores e desilusões de Sarnau. Embora não reconhecida pela lei, a poligamia é uma prática comum em Moçambique, em especial em algumas províncias. E isso serve de pano de fundo para a história de Sarnau.

Capa do livro ‘Balada de Amor ao Vento’, de Paulina Chiziane
Capa do livro ‘Balada de Amor ao Vento’, de Paulina Chiziane
Foto: Editora Companhia das Letras/Divulgação / Estadão
  • Editora: Companhia das Letras (155 págs.; R$ 79,90; R$ 39,90 o e-book; R$ 44,99 o audiolivro)
Conceição Evaristo em 2019; ela é uma das principais autoras brasileiras contemporâneas
Conceição Evaristo em 2019; ela é uma das principais autoras brasileiras contemporâneas
Foto: Nilton Fukuda/Estadão / Estadão

'Canção para Ninar Menino Grande' - Conceição Evaristo

Criadora do conceito de "Escrevivência", que busca dar voz à experiência afro-brasileira por meio da escrita, Conceição Evaristo é uma das autoras mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Ela é autora de Canção para Ninar Menino Grande, publicado em 2018. Na obra, Conceição explora a masculinidade negra, o racismo estrutural e as relações de gênero por meio da figura de Fio Jasmim, um trabalhador ferroviário que vive relações complexas com várias mulheres e reflete-se em narrativas de dor, memória e resistência.

Capa do livro ‘Canção para Ninar Menino Grande’, de Conceição Evaristo
Capa do livro ‘Canção para Ninar Menino Grande’, de Conceição Evaristo
Foto: Editora Pallas/Divulgação / Estadão
  • Editora: Pallas (124 págs.; R$ 42; R$ 28 o e-book)
Foto de Djaimilia Pereira de Almeida, escritora portuguesa nascida em Angola, é autora dos livros 'Esse Cabelo','Luanda, Lisboa, Paraíso' e 'A Visão das Plantas'
Foto de Djaimilia Pereira de Almeida, escritora portuguesa nascida em Angola, é autora dos livros 'Esse Cabelo','Luanda, Lisboa, Paraíso' e 'A Visão das Plantas'
Foto: Humberto Brito/Todavia/Divulgação / Estadão

'A Visão das Plantas' - Djaimilia Pereira de Almeida

A luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida é professora e ensaísta.Sua obra aborda raça, gênero e identidade no contexto da lusofonia contemporânea. Lançou, em 2019, o romance A Visão das Plantas, que conta a história do capitão Celestino, um homem de passado violento que retorna à casa da infância em Portugal, onde um jardim e as plantas tornam-se metáforas da memória, da culpa, da colonização e da possibilidade de regeneração. Leia entrevista concedida no lançamento.

Capa do livro ‘A Visão das Plantas’ de Djaimilia Pereira de Almeida
Capa do livro ‘A Visão das Plantas’ de Djaimilia Pereira de Almeida
Foto: Editora Todavia/Divulgação / Estadão

Editora: Todavia (101 págs; R$ 61,90; R$ 42,90 o e-book)

Estadão
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