Quase ninguém sabe, mas a história do bolo envenenado que chocou o Brasil pode ter sido inspirada em uma lenda do século XVII
Poucos sabem, mas a história do bolo envenenado que chocou o Brasil pode ter uma inquietante conexão com uma antiga lenda do século XVII.
Nesta quinta-feira (13), Deise Moura dos Anjos, acusada de envenenar a farinha usada no preparo de um bolo com arsênio, foi encontrada morta em sua cela. O laudo do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) aponta para um possível suicídio por enforcamento. Presa desde janeiro, com a detenção recentemente prorrogada, Deise havia sido transferida para uma penitenciária feminina por questões de segurança. Sua morte, no entanto, levanta ainda mais dúvidas sobre um caso já envolto em mistério.
O envenenamento ocorrido em Torres (SC) na véspera do Natal resultou na morte de três pessoas e deixou outras quatro hospitalizadas, incluindo um menor de idade. As investigações apontam que o alvo principal seria Zeli dos Anjos, sogra de Deise. A tragédia trouxe à tona um detalhe perturbador: a suspeita de que Deise teria se inspirado na lenda da Acqua Toffana, um veneno mortal que marcou o século XVII.
A Lenda da Acqua Toffana
De acordo com as investigações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a acusada teria pesquisado sobre a Acqua Toffana antes do crime. Esse veneno à base de arsênio, supostamente criado pela cosmetologista italiana Giulia Toffana, era usado por mulheres para assassinar seus maridos na Itália do século XVII.
A Operação Acqua Toffana, conduzida pela polícia, revelou que Deise teria planejado o envenenamento como um desfecho para desavenças familiares que se arrastavam há mais de duas décadas. A perícia confirmou que o arsênio estava presente em concentrações altíssi...
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